Por Sofia Ribeiro Telles, head of Finance do LACS
O erro das empresas em 2026 não é regressar ao escritório — é fazê-lo sem saber para quê. O verdadeiro desafio não é escolher entre presencial, remoto ou híbrido, mas definir o propósito do espaço físico e o impacto para as equipas e para o negócio.
Exigir que as equipas regressem ao escritório sem definir uma estratégia do “porquê” não é liderança: é controlo. E controlo nunca foi sinónimo de produtividade.
Para ser eficaz, o regresso deve ser pensado como um investimento não apenas na empresa, mas na evolução profissional e pessoal de cada colaborador. Conhecer competências, maturidade e características pessoais que diferenciam as equipas é fundamental. Sem isso, a organização paga em rotatividade, perda de talento e ineficiência silenciosa. Esta ineficiência é sempre mais cara do que a flexibilidade bem gerida, sobretudo quando suportada por modelos como os escritórios privados, que permitem adaptar o espaço às reais necessidades das equipas.
Ter pessoas presentes não significa automaticamente mais produtividade. O escritório gera retorno real quando acelera a colaboração, a tomada de decisão e a inovação. Caso contrário é apenas infraestrutura.
Durante demasiado tempo, o escritório foi visto como uma despesa inevitável — renda, electricidade, manutenção. Mas, num contexto económico instável, custos fixos mal dimensionados tornam-se um risco estrutural. Pensar o espaço como experiência, e não como infraestrutura, transforma-o num motor de desempenho. Espaços de trabalho flexível que alternam entre momentos de foco individual e trabalho colaborativo, estimulam criatividade, comunicação e bem-estar, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência. O escritório deve ser um activo ajustável, capaz de acompanhar o ritmo do negócio e não de o travar.
Esta lógica é particularmente relevante quando integrada em soluções como os escritórios privados, que permitem às empresas manter estrutura e identidade sem comprometer flexibilidade ou eficiência financeira.
No final, a questão não é onde se trabalha. É se o espaço acrescenta valor ou apenas acrescenta custo.
Um escritório pensado com propósito transforma-se num retorno financeiro invisível: aquele que converte equipas em vantagem competitiva real.













