A banca portuguesa enfrenta grandes desafios. Estudo identifica seis áreas prioritárias de actuação

Human Resources com Lusa
22 de Dezembro 2021 | 10:40
A banca portuguesa enfrenta grandes desafios. Estudo identifica seis áreas prioritárias de actuação

A consultora Roland Berger identificou seis áreas prioritárias «de impacto ou oportunidade» para a banca portuguesa, que envolvem, por exemplo, digitalização e sustentabilidade, num estudo divulgado ontem.

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De acordo com o estudo Executive Retail Banking Survey [Inquérito à banca de retalho executiva, numa tradução livre], a banca portuguesa «compara bem com as boas práticas europeias, mas ainda enfrenta desafios importantes».

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Entre esses desafios estão «seis grandes dimensões prioritárias de impacto ou oportunidade para os bancos portugueses no contexto das conclusões do estudo desenvolvido».

Na lista estão o «reforço da proposta de valor bancária», que pode incluir «benefícios e ofertas não financeiras, integração de ofertas e serviços de terceiros, inovação de produto ou criação de novos modelos de serviço», bem como a «digitalização end-to-end [ponto a ponto] de processos complexos, com enfoque em empresas».

A Roland Berger identifica também a «inovação no modelo de negócios para PME [pequenas e médias empresas]» e a «adopção de modelos colaborativos suportados no desenvolvimento de parcerias com operadores financeiros e não financeiros, capitalizando a tendência para maior fragmentação da cadeia de valor».

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A consultora também recomenda a «aceleração do posicionamento dos bancos em ESG [governança ambiental, social e corporativa]» e revisão da estrutura organizacional numa óptica agile [ágil].

Quanto ao desempenho dos bancos europeus, o estudo da Roland Berger concluiu que a pandemia COVID-19 «foi um acelerador da mudança no sector, mas não alterou estruturalmente os modelos de negócio» e que o «enfoque dos Bancos continua na digitalização end-to-end [ponto a ponto] das jornadas de clientes».

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«A fragmentação da cadeia de valor está a aumentar e a relação com os clientes a ficar um espaço cada vez mais competitivo», conclui também o estudo.

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Por fim, a Roland Berger considera que «o modelo de serviço bancário terá de ser reconfigurado» e que «o modelo de organização bancário é ainda muito tradicional».

O estudo consistiu numa inquirição à banca europeia, tendo contado nesta última edição com mais de 60 bancos participantes, de 11 países europeus, de entre os quais nove com operação em Portugal.

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