Aprender uma coisa nova todos os dias nem sabe o bem que lhe fazia

Human Resources
30 de Maio 2022 | 21:00

A pandemia acelerou expressivamente a transformação social do mercado laboral em toda a Europa, em especial em países periféricos como Portugal.

Por Jorge M. Fonseca, Partner GEORGE Executive Advisors

Qualquer empresa nos dias de hoje deve ter em conta que o seu impacto social nos próximos anos passa pelo RESKILLING e UPSKILLING dos seus colaboradores.

Alguns estudos recentes de empresas de renome defendem que +50% da força laboral europeia terá que se reciclar até 2030 e que 80% dos Comités de Direcção de um vasto número de empresas da maioria dos sectores de actividade terão que melhorar o seu nível de competências.

É importante realçar que apenas 10% dos portugueses fizeram uma qualquer acção de formação em 2020:

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Falta de tempo, custos financeiros e razões familiares são os principais obstáculos apontados pela baixa participação em projetos de educação e formação;
O investimento na educação e na aprendizagem ao longo da vida geram claros benefícios ao nível da empregabilidade, remunerações e do bem-estar pessoal dos profissionais.

Outro estudo relevante evidencia que 20% dos empregos na maioria dos países da Europa correm perigo de ser perdidos ao longo da próxima década por distintos fatores, em especial pelo crescente processo de automatização e digitalização da clara maioria dos negócios.

Nos dias de hoje, as tecnologias já permitem automatizar 50% das tarefas da população laboral e essa redução de custos está gerando incrementos de produtividade crescentemente relevantes. Estudos recentes estimam que dentro de 3 anos o trabalho realizado por máquinas e robots já será igual ao despendido pelos humanos.

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Cerca de 20% da actual força laboral europeia deverá ter que mudar de emprego ao longo da próxima década (1 milhão de trabalhadores em Portugal, 5 milhões em Espanha, …), os mais afetados serão os empregados com salários baixos e medianos, que não terão outro remedio que adquirir novas competências e novas áreas de especialidade para manterem a sua empregabilidade.

Alguns motivos para se tornar num eterno aprendiz:
Desenvolvimento de carreira associada à melhoria da performance e da satisfação profissional;
Continuar a progredir da carreira através do desenvolvimento de novas competências;
Transitar para uma profissão mais aliciante e colmatar o gap de competências necessárias.

Por conseguinte, os profissionais de vanguarda de hoje devem frequentar “Escolas de Negócios”, focadas na transformação das competências e que não estejam apenas centradas no UPSKILLING – em melhorar o que já sabemos, mas também no RESKILLING – que nos ensinem o que ainda não conhecemos e no PRESKILLING – que nos ajudem a mudar a nossa maneira de pensar e de intuir as novas oportunidades.

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