As prestações do Crédito à Habitação estão sujeitas a agravamentos acentuados, que podem ir desde 50 a quase 300 euros, alerta a Deco Proteste, com base nos valores da Euribor de Junho.
Para informar quem recorreu a este serviço, a organização portuguesa de defesa dos consumidores calculou o valor do aumento consoante o indexante do contrato feito, seja a Euribor de três, seis ou 12 meses.
Assim, as últimas revisões, feitas em função das respectivas maturidades, apontam para três possíveis cenários, tendo como pressupostos para a simulação, um spread de 1% e um financiamento de 150 mil euros a 30 anos:
Cenário 1 (Média Euribor seis meses de 2,560%): Quem pagou 678,60 euros em Janeiro 2023, terá de pagar na próxima prestação 789,27 euros, um aumento de 110,47 euros.
Cenário 2 (Média Euribor três meses de 2,911%): Depois do pagamento da última prestação, feita em Abril de 2023, no valor de 708,45 euros, será agora necessário pagar 763,24 euros, o que representa uma subida de 54,70 euros.
Cenário 3 (Média Euribor 12 meses de -0,852%): Após o último pagamento de 543,39 euros, em Julho de 2022, o valor sofreu um aumento de 257,48 euros, sendo agora 800,87 euros.
Caso o consumidor tenha um crédito de seis meses, o valor a pagar ao banco, este mês é de 789,27 euros. Já numa segunda hipótese, se o crédito for de três meses, o valor a pagar será de 763,24 euros. Se o consumidor tiver optado por um crédito de doze meses, então terá de pagar 800,87 euros.
As Euribor, que podem ser de três, a seis e a 12 meses, fixam-se pela média das taxas às quais 57 bancos da zona euro estão dispostos a emprestar dinheiro no mercado interbancário e nunca registaram mínimos assim, nomeadamente de -0,605% em 14 de Dezembro de 2021 e de -0,554% e de -0,518% em 20 de Dezembro de 2021.














