Em todo o país, contam-se 342 mil multas por excesso de velocidade nos primeiros seis meses deste ano. Quase metade das infrações aconteceu em Lisboa, que soma 157 mil coimas, segundo os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), divulgados pelo Expresso.
São quase 900 multas por dia na capital, mais 60% do que no mesmo período do ano passado. O aumento da fiscalização não passa despercebido a quem conduz na cidade e muitos têm recebido em casa várias multas, de uma só vez, referentes a infracções cometidas há meses.
De acordo com a publicação, no caso de Lisboa, as multas graves praticamente duplicaram, saltando de 52 mil para 102 mil. São quase dois terços do total de infracções, o que significa que, na maior parte dos casos, os condutores superam em mais de 20 km/h o limite de velocidade no local onde está o radar, ficando sujeitos a coimas entre 120 e 600 euros.
As infracções muito graves também cresceram, ainda que bastante menos (2%), resultando da circulação a mais de 40 km/h além do limite, com multas entre 300 e 1500 euros. Nos primeiros seis meses deste ano, a parte das receitas que coube à Câmara Municipal de Lisboa (CML) chegou aos 3,3 milhões de euros, mais do triplo do que cobrou no mesmo período do ano passado (986 mil de euros), segundo os dados enviados pelo município ao Expresso. Além das autarquias, também a ANSR e o Estado recebem uma fatia das receitas das coimas.
A cidade tem 41 radares, dos quais 20 começaram a funcionar em Junho do ano passado. Segundo a CML, o objectivo é a «diminuição da velocidade praticada nas vias e, em consequência, a redução do número de acidentes e a minimização dos seus impactos nas vítimas». A localização dos novos radares foi decidida «com base na monitorização da sinistralidade, efectuada pela autarquia em articulação com a ANSR, considerando três critérios: controlar as entradas e saídas da cidade, complementar posições de radares existentes e mitigar factores de risco, principalmente estradas com inclinação elevada e com três vias de trânsito no mesmo sentido».
Entre os locais com maior sinistralidade está a Avenida Infante Dom Henrique (que vai de Santa Apolónia até Moscavide), a Avenida da República, a Segunda Circular, o Campo Grande e a Avenida 24 de Julho, segundo os dados da CML, referentes aos feridos leves, graves e mortes em acidentes entre 2017 e 2019. Juntam-se ainda à lista outras vias onde também houve vítimas mortais, como a Avenida de Ceuta ou a Lusíada.














