Mais de 100 empresas da Alliance of CEO Climate Leaders subscrevem carta aberta pela acção climática. EDP integra a lista

Human Resources
31 de Outubro 2023 | 14:40
Mais de 100 empresas da Alliance of CEO Climate Leaders subscrevem carta aberta pela acção climática. EDP integra a lista

Mais de 100 empresários e executivos de grandes empresas globais subscreveram uma carta aberta dirigida a governos, reguladores e decisores políticos com propostas de acção climática para antecipar temas da agenda da COP28.

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Todos os subscritores do documento – entre os quais se incluem a EDP, Enel, Engie, Naturgy, Iberdrola, Orsted, entre outras – partilham objectivos comuns no sentido de acelerar a descarbonização e atingir metas de neutralidade carbónica nos próximos anos.

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No entanto, há ainda vários problemas e desafios que podem comprometer o êxito desses planos e que precisam da acção urgente dos governos e de políticas públicas mais eficazes para serem ultrapassados.

A Aliança dos Líderes Empresariais Climáticos (Alliance of CEO Climate Leaders) – promovida pelo Fórum Económico Mundial e que reúne empresas globais de diferentes sectores que representam cerca de 12 milhões de colaboradores e um volume de negócios na ordem dos quatro biliões de dólares – procura assim, com este apelo público, antecipar temas críticos que irão marcar a agenda da COP28, a Conferência do Clima das Nações Unidas, que se realiza no final do ano.

«Como CEO de uma empresa que lidera a transição energética e que está empenhada em garantir um futuro melhor para todos, é com orgulho que subscrevo a carta aberta da Alliance of CEO Climate Leaders», afirma Miguel Stilwell d’Andrade, presidente executivo da EDP.

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«Em conjunto com mais de 100 membros desta aliança, acredito que as mudanças políticas propostas na carta aberta podem ter um impacto enorme e estou entusiasmado por poder apresentar essas ideias aos decisores políticos, tanto na COP28, onde a EDP planeia ter mais uma vez um papel activo rumo às metas net zero e a um planeta mais sustentável», acrescenta.

Para as quatro grandes dificuldades identificadas na carta (burocracia e regulação complexa; falta de infraestruturas; restrições tecnológicas; e interoperabilidade limitada), os líderes empresariais apresentam uma proposta de medidas de acção imediatas.

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  1. Aumentar o investimento em energias renováveis e redes eléctricas e simplificar processos de autorização e regulamentação

Embora o investimento global em energias renováveis tenha atingido um recorde de 0,5 biliões de dólares em 2022, este valor é ainda inferior a um terço do investimento anual necessário até 2030. Por isso, os governos devem aumentar rapidamente a escala das energias renováveis e investir nas infraestruturas de rede necessárias, incluindo armazenamento de energia e cadeias de abastecimento de apoio, também para aumentar o capital do sector privado e incentivar o sector privado a melhorar a sua eficiência energética.

Além disso, os pesados processos de licenciamento estão a atrasar os esforços de descarbonização. As estimativas mais recentes mostram que o tempo de construção de projectos solares e eólicos à escala dos serviços públicos varia entre quatro e dez ou mais anos, dependendo da localização geográfica. É necessária uma mudança de política para acelerar os projectos e as infraestruturas de energias renováveis, respeitando simultaneamente uma transição justa, as comunidades locais e as normas ambientais.

  1. Dar o exemplo nas práticas de contratação pública

Os contratos públicos representam uma parte significativa do PIB; 14% só na União Europeia. A escala deste poder de compra pode exercer uma influência considerável na redução das emissões. Se 14% de uma economia adoptar práticas de contratação com baixo teor de emissões, isso enviará um forte sinal ao mercado para que os fornecedores melhorem os seus produtos e serviços e pode facilitar a adopção de soluções inovadoras.

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  1. Acelerar as reduções de carbono baseadas na natureza e na tecnologia

Embora nunca possa substituir os esforços de mitigação, os investimentos em tecnologia e redução de carbono baseada na natureza também devem ser acelerados, dado o risco crescente de se ultrapassar os 1,5°C. Os governos devem, por isso, fixar objectivos exigentes, incluí-los nos seus planos nacionais e nas estratégias e planos de acção para a biodiversidade e desenvolver regulamentação de apoio à conservação e regeneração dos sumidouros de carbono existentes. Além disso, devem incentivar os investimentos das empresas através de um ambiente regulador e mercados de carbono. Isto inclui créditos de alta qualidade e uma abordagem de fixação de preços do carbono que reflicta os verdadeiros custos das alterações climáticas.

  1. Simplificar e harmonizar os padrões de divulgação e medição do clima

Contar com regras harmonizadas de divulgação e de medição climática é essencial para fornecer informações transparentes e de alta qualidade, assegurando ao mesmo tempo eficiência. Um apelo que é dirigido a todos os organismos de normalização, incluindo o International Sustainability Standards Board (ISSB), a Comissão Europeia e a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA, bem como a outras entidades reguladoras, para que continuem a harmonizar os requisitos de comunicação e a garantir a interoperabilidade e a reciprocidade.

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