Escolher uma carreira é uma decisão complexa. Todos os anos, milhares de jovens têm de decidir o que estudar e, embora seja sempre possível mudar, é uma decisão que tem um peso considerável. Será que existe algum curso que tenha mais “arrependidos”? Dois inquéritos de 2022, um do ZipRecruiter e outro do LinkedIn em Espanha, tentaram responder a esta questão, avança o El Economista.
O primeiro, realizado com estudantes universitários nos Estados Unidos anos depois de concluírem o curso e já com uma vida profissional estável, revela que as áreas com maior número de “arrependidos” são Jornalismo (87%), Sociologia (72 %), Arte (72%), Comunicação (64%) e Ensino (61%).
Alguns especialistas afirmam que o peso da licenciatura está a desaparecer e que deveria ser dada mais ênfase à formação profissional ou às competências que um profissional pode demonstrar para além dos diplomas.
Esta pesquisa também questionou os níveis salariais de acordo com as qualificações e há grandes diferenças. Os alunos de áreas como Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática – as STEM – ganham mais no geral. Além destas, as áreas de saúde e gestão estão entre as que pagam mais, com salários médios anuais mais elevados.
Ainda assim, 44% dos candidatos a emprego com formação universitária lamentaram a sua escolha, ainda que, no inquérito realizado no LinkedIn, a percentagem tenha diminuído para 38%.
Tal como referido, Jornalismo, Sociologia, Comunicação e Educação estão no topo da lista dos cursos universitários dos “arrependidos”. A maioria culpa o seu descontentamento com a entrada no mundo do trabalho, onde a vocação não encontra tradução em termos de salário e oportunidades.
Dos licenciados que se arrependeram da carreira, a maioria disse que, se pudesse voltar atrás, escolheriam agora informática ou gestão de empresas.














