Comissão Europeia tem de definir metas nacionais de investimento em IA ou ficará para trás, diz relatório

Human Resources com Lusa
3 de Junho 2024 | 19:20

A Comissão Europeia deve reavaliar as metas de investimento em Inteligência Artificial (IA) e definir metas nacionais de investimento, para acompanhar o ritmo dos líderes mundiais na área, recomenda o Tribunal de Contas Europeu (TCE).

No relatório especial «Ambições da União Europeia (UE) para a inteligência artificial», divulgado, os auditores concluem que o bloco «não consegue desenvolver o ecossistema IA da Europa nem investir em IA ao mesmo ritmo dos líderes mundiais na área».

Como tal, o TCE recomenda nomeadamente que o executivo comunitário reavalie, a partir de 2025, as metas de investimento, tendo em conta a evolução internacional e tecnológica.

Ainda este ano, referem os auditores, «a Comissão tem de melhorar os instrumentos de coordenação do plano da UE para a IA, acordando metas nacionais de investimento em IA», válidas para a próxima revisão do plano.

A partir de Janeiro, Bruxelas terá ainda de acompanhar regularmente os progressos na execução do plano da UE, aumentando a acessibilidade e o apoio às pequenas e médias empresas (PME) inovadoras no domínio da IA e avaliar uma eventual necessidade de um regime de financiamento específico no âmbito dos actuais programas.

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Até meados de 2026, tem de ser garantido que as PME da UE tenham acesso facilitado a instalações de IA no bloco e, até meados do próximo ano, Bruxelas deverá reforçar a sua acção de apoio à exploração dos resultados da investigação e inovação no domínio da IA ao abrigo do Horizonte Europa.

A auditoria concluiu que a UE não investe em IA ao mesmo ritmo dos líderes mundiais, não acompanha sempre os resultados dos projectos de IAl que financia e ainda que a coordenação entre a UE e os países não é eficaz, porque não há instrumentos para a gerir.

O TCE examinou as acções da Comissão que visavam coordenar as medidas dos planos da UE para a IA de 2018 e 2021, bem como adoptar um quadro jurídico comum para a partilha de dados e uma IA de confiança.

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Avaliou igualmente a criação de infraestruturas financiadas pela UE que facilitam o acesso das PME à inovação em tecnologias de IA e à utilização das mesmas (através do Programa Europa Digital).

Analisou ainda a execução dos fundos da União para a investigação neste domínio entre 2014 e 2022 (através dos programas Horizonte 2020 e Horizonte Europa).

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