Esqueça o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a “cultura radical” é o que está na moda. Sabe o que é?

Human Resources
12 de Agosto 2025 | 10:40

Para muitos, a era do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional está a chegar ao fim, avança o Benzinga. 

«A transferência da vida doméstica para a vida profissional não é uma preocupação para os chefes hoje em dia», disse recentemente Jeffrey Sonnenfeld, professor de gestão em Yale, ao Business Insider. «Não é altura de falar sobre o que torna o seu conforto tão diferente do de todos os outros, que, de alguma forma, a empresa precisa de se adaptar às suas necessidades.»

No último ano, grandes empresas como a Amazon e a JPMorgan Chase promulgaram ordens de regresso ao escritório que exigiam que os seus colaboradores trabalhassem no escritório cinco dias por semana. O Bank of America seguiu o exemplo, exigindo que os colaboradores trabalhassem presencialmente e enviando as chamadas “cartas educativas” aos que demoraram a cumprir.

Agora, estas empresas e dezenas de outras estão a dar um passo em frente, mudando as suas culturas de equilibradas para radicais.

A Amazon é um exemplo. Este Verão, a empresa anunciou que iria dar ênfase às métricas de desempenho na avaliação de colaboradores corporativos no futuro, de acordo com um comunicado interno.

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Da mesma forma, um memorando recente do CEO da AT&T, John Stankey, dirigido a gestores, anunciava que grandes mudanças culturais estavam a caminho.

O memorando dizia: «Se os requisitos ditados pela dinâmica [do regresso ao escritório] não se alinham com os seus desejos pessoais, tem todo o direito de encontrar uma oportunidade de carreira adequada às suas aspirações e necessidades… se um horário de trabalho autónomo, virtual ou híbrido for essencial para gerir as suas aspirações de carreira e desafios de vida, terá dificuldade em alinhar as suas prioridades com as da empresa e a cultura que procuramos estabelecer.»

Os especialistas afirmam ao Business Insider que aqueles que procuram manter-se empregados ou progredir na carreira terão de se adaptar a esta nova era de trabalho pesado. «Se vai permanecer [no seu local de trabalho], precisa de ter a certeza de que está a fazer tudo o que pode para o tornar o mais agradável possível», disse Jennifer Moss, estratega de ambiente de trabalho e autora de “Why Are We Here?”. «A vida é longa, e o trabalho desempenha um papel importante na nossa esperança de vida e na nossa saúde a longo prazo.»

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A autora sugere construir amizades com os colegas, usar o horário de almoço para se dedicar aos seus passatempos preferidos e dedicar tempo a planear os próximos passos na carreira como formas de garantir algum tipo de equilíbrio.

Para aqueles que não têm a certeza se conseguem adaptar-se a esta nova cultura radical, a especialista em carreiras da MyPerfectResume, Jasmine Escalera, sugere descobrir quais os aspectos do seu cargo actual de que estaria disposto a abdicar para encontrar um emprego mais adequado. «O que está disposto a ajustar para receber isto?», disse ao Business Insider.

Amanda Goodall, da empresa The Job Chick que fornece informações sobre a força de trabalho a investidores e executivos, também aconselha os colaboradores insatisfeitos a não abandonarem o emprego sem um plano. «Não saia agora. O mercado de trabalho não está bom. Infelizmente, tem de alinhar.»

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