Na Corticeira Amorim, a segurança tornou-se um compromisso partilhado. Com o programa Juntos Pela Segurança, cada colaborador assume um papel activo na construção de uma cultura de cuidado, união e prevenção.
Por Tânia Reis
O programa Juntos Pela Segurança nasceu com uma ambição clara: colocar as pessoas no centro da segurança. «Mais do que procedimentos, queremos promover uma cultura em que cada gesto conta e em que todos se sintam parte activa na prevenção», realça José Gândara, responsável de Segurança da Corticeira Amorim. Longe de ser apenas um conjunto de procedimentos, assenta em três pilares essenciais – compromisso, responsabilidade e participação – e traduz a convicção da empresa de cortiça de que a segurança não é apenas uma obrigação, é uma forma de cuidar de cada um e dos outros.
A decisão de lançar este programa surgiu num momento de viragem. Apesar da evolução positiva dos indicadores de sinistralidade, reflectindo o esforço contínuo na melhoria das condições de segurança, a organização sentiu que era tempo de ir além das normas, estatísticas e resultados operacionais. «Queríamos falar de segurança de forma mais humana, reforçando a ligação entre os valores da empresa e o dia-a-dia de quem trabalha connosco», partilhou, acrescentando que, conscientes de que «a verdadeira mudança só acontece quando as pessoas se sentem parte dela», foi essa força motriz que levou à criação de um «programa que inspira, envolve e dá voz a todos».
Um dos maiores desafios foi precisamente envolver todos os colaboradores, «garantindo que cada pessoa, independentemente da função, se sentisse parte activa deste movimento», recorda o responsável. Para isso, o programa foi desenvolvido totalmente em formato presencial, de modo a criar momentos de proximidade, partilha e reflexão conjunta. «A energia e o entusiasmo dos facilitadores internos foram determinantes para transformar cada sessão numa experiência viva, em que a segurança se discutiu de forma aberta, participada e inspiradora». E foi «esse contacto humano que fez a diferença e que continua a dar força ao programa no dia-a-dia», acredita.
Para Alexandra Godinho, directora de Recursos Humanos, o programa é também uma iniciativa de desenvolvimento humano. «A segurança é uma expressão concreta dos valores da Corticeira Amorim, reflecte o orgulho e a ambição de alcançar ambientes de trabalho cada vez mais seguros». Valoriza comportamentos, reforça competências e promove o sentimento de pertença, pilares centrais da estratégia de Gestão de Pessoas da empresa de Santa Maria da Feira.
Um dos objectivos estratégicos foi envolver os jovens quadros em projectos de natureza mais transversal e menos funcional, dando a conhecer uma realidade de operações por vezes distante do seu trabalho do dia-a-dia. Assim, todos eles foram convidados a participar no desenvolvimento do programa, com o intuito de «envolvê-los como promotores da mudança da cultura de segurança», conta a gestora. Aposta certeira, já que «a sua juventude e energia trouxeram força e dinamismo às sessões», e a participação no programa «permitiu-lhes ganhar um novo sentido de pertença à organização, fortalecendo o compromisso colectivo com a segurança». Estes facilitadores participaram numa formação prévia, que combinou conteúdos técnicos e comportamentais.
Emoção, aprendizagem e propósito
Esta transformação contou com um apoio externo importante, da My Change. A escolha deste parceiro «foi natural», diz Alexandra Godinho. «Partilham connosco a visão de que a mudança começa nas pessoas.» A experiência da consultora em transformação cultural e gestão da mudança foi determinante para transformar uma ideia em algo prático e, ao mesmo tempo, inspirador. «Juntos, desenhámos um programa que combina emoção, aprendizagem e propósito», assegura.
Enquanto a Corticeira Amorim garantiu formação específica em segurança, reforçando conhecimentos essenciais para o programa, a My Change assegurou formação em técnicas de facilitação, liderança e comunicação, descreve a directora e Pessoas. «Mais do que aprender a conduzir sessões, os jovens quadros foram preparados para ouvir, envolver e motivar, tornando-se verdadeiros embaixadores da cultura de segurança.»
Antes do lançamento do programa, foram realizadas diversas sessões-piloto que envolveram colaboradores, lideranças e equipas de segurança, para compreender diferentes perspectivas e identificar as preocupações de todos os envolvidos. Sessões essas que foram fundamentais para «afinar o programa de desenvolvimento do learning map, garantindo que os conteúdos e as dinâmicas reflectissem a realidade da empresa e, ao mesmo tempo, fossem relevantes e adequadas» para todos os colaboradores, revela José Gândara. O resultado foi um «programa feito com e para as pessoas», onde cada contributo ajudou a construir uma abordagem mais próxima, relevante e alinhada com a cultura da empresa.
Leia o artigo na íntegra na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources, nas bancas.
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