Tóquio está a incentivar o uso de calções no trabalho. Saiba porquê

Além das perturbações nos planos de férias pelo aumento dos preços dos combustíveis motivado devido ao conflito no Irão, o Japão está a implementar outra regra junto dos trabalhadores, pedido que deixem de ir trabalhar de calças e optem por calções.

Human Resources
4 de Junho 2026 | 12:00
Tóquio está a incentivar o uso de calções no trabalho. Saiba porquê

O governo metropolitano de Tóquio começou recentemente a incentivar o uso de calções nos locais de trabalho, à medida que as temperaturas aumentam e os custos de energia continuam a subir.

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A iniciativa é uma reformulação da campanha Cool Biz do Japão, lançada pelo Ministério do Ambiente em 2005, que pedia aos funcionários públicos que dispensassem gravatas e casacos. Agora, os profissionais podem ir para o escritório de calções.

Segundo o The Japan News, isso já está a acontecer. Os trabalhadores são também encorajados a fazer turnos de manhã cedo e até mesmo a trabalhar remotamente, se permitido.

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Historicamente, os calções sempre foram um tabu no local de trabalho, especialmente num país com tradições mais conservadoras com é o caso do Japão. Mas outros países poderão ter de lidar com mudanças semelhantes.

O Vietname incentivou as empresas a permitirem que os seus empregados trabalhem a partir de casa e “reduzam a necessidade de viagens e transportes”, enquanto as Filipinas e o Sri Lanka também estão a defender semanas de trabalho de quatro dias, numa tentativa de conservar energia.

Agora, os trabalhadores de escritório estão divididos sobre como se vestir para o trabalho. Se antes os calções não eram considerados apropriados, a pandemia transformou fundamentalmente a forma como as pessoas se vestem para o trabalho, afirmou Myka Meier, fundadora da Beaumont Etiquette, uma empresa de etiqueta profissional, à revista Fortune em 2024.

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Após anos a trabalhar remotamente de calças de fato de treino e T-shirt, muitos colaboradores trouxeram esse mesmo conforto de volta ao escritório após o regresso ao trabalho presencial.

De seguida, veio a entrada da Geração Z no mercado de trabalho. Muitos formaram-se em cursos online e iniciaram os seus estágios remotos durante o lockdown, praticamente sem qualquer experiência com o dress code corporativo. Hazel Clark, professora de design e estudos de moda na Parsons School of Design, disse à Fortune que a Geração Z e os Millennials inauguraram uma nova era de vestuário de trabalho mais casual.

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