A crescente importância do salário emocional

Human Resources
2 de Abril 2020 | 09:47

Um colaborador feliz pode ser 30% mais produtivo. Sendo a felicidade um conceito abrangente, que envolve a realização profissional e a sensação de pertença cultural e de motivação para superar o que está perspectivado, é essencial conhecer os colaboradores e as suas necessidades.

Por Joana Santos, direcora de Recursos Humanos da Anturio

 

Passamos grande parte da nossa vida a trabalhar. Cade vez mais, a felicidade no trabalho é bastante importante, até porque um colaborador feliz pode ser 30% mais produtivo. É parte importante da nossa vida sentirmo-nos concretizados com o que fazemos no dia-a-dia. Acordar com a sensação de que iremos realizar tudo o que está ao nosso alcance para superar os nossos objectivos faz parte desse caminho. Desta forma, o primeiro passo é estarmos realizados na nossa função. Por outro lado, é extremamente importante estarmos rodeados de pessoas que nos movem diariamente, que nos façam sentir parte integrante da família laboral e dos valores culturais da empresa.

Realizar a nossa função com paixão vai permitir ter a capacidade de passar por altos e baixos, desafios e ameaças, sempre com uma atitude positiva, vendo os obstáculos e as ameaças como uma aprendizagem. O salário emocional é, por isso, extremamente importante para a retenção de talento e, neste momento, tem cada vez mais relevo, principalmente nas novas gerações.

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Mas o que é o salário emocional e de que maneira os colaboradores o veem? São todos os benefícios que podemos dar, desde um bom ambiente de trabalho e um grande espírito de equipa a um worklife balance satisfatório.

Sendo a felicidade um conceito abrangente, que envolve a realização profissional e a sensação de pertença cultural e de motivação para superar o que está perspectivado, é essencial conhecer os colaboradores e as suas necessidades.

As transformações que estão a ocorrer com o uso da tecnologia da informação nas instituições/organizações que actuam em rede e em mercados globais e internacionais estão, neste momento, a trazer novos desafios para a gestão do trabalho e principalmente para a gestão do trabalho remoto. Neste sentido, está a tornar-se comum contratar colaboradores apenas para desempenharem determinadas tarefas, trabalhar remotamente ou mesmo com flexibilidade de horário, estando apenas presentes na empresa esporadicamente.

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No entanto, esta revolução vem colocar novas questões aos nossos gestores, principalmente no que diz respeito à liderança. Este cenário está a criar mais empregabilidade nas zonas mais interiores ou mais remotas, pois através do fenómeno da globalização estamos perante formas de trabalhar mais flexíveis, não só a nível de trabalho remoto, mas também ao nível da contratação e terceirização dos serviços. Em termos económicos será também um importante improvement, pois iremos combater a desertificação de determinadas zonas e, ao mesmo tempo, aumentar a qualidade vida.

As empresas modernas devem ter abertura no que diz respeito a esta nova forma de trabalhar, que pode ser bastante importante em termos de atracção de talento, pois não limita as pessoas a uma zona geográfica e, com uma boa organização, permite aliar equipas mista, co-localização e aumentar o espírito de equipa e a entreajuda.

No entanto, é um modelo que traz bastantes desafios, sobretudo no que toca à gestão de recursos humanos. As vantagens são consideráveis:

– maior concentração
– aumento dos níveis de produtividade
– maior bem-estar no dia-a-dia
– menores níveis de stress e ansiedade
– maior fidelização à empresa
– maior autonomia e redução dos custos da empresa em várias vertentes, desde a diminuição da rotatividade de funcionários, passando pelo aluguer e manutenção do escritório a redução das despesas fixas com colaboradores.

Estamos hoje no epicentro da 4.ª revolução industrial, onde a tecnologia permite transformações profundas, um novo mundo que impacta os modelos de negócio, estilos de vida e de liderança e que irá impactar a própria economia. Estamos num processo de transformação profunda, com acesso a tecnologia tão poderosa que irá mudar todo um estilo de vida e de organização em sociedade.

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Ao mesmo tempo, o que nos move para sermos felizes é o que fazemos, ou seja, se estamos ou não realizados. Esta é a pergunta mais importante que se coloca. A importância que hoje se dá ao worklife balance é muito grande e, por isso, cada vez mais queremos conjugar a vida pessoal com a vida profissional.

Há alguns anos atrás, o papel da gestão de Recursos Humanos nas empresas passava apenas por questões burocráticas, como trabalho administrativo, incluindo resolver situações de horários ou correcção de erros nos recibos de vencimento. Com a transformação digital, o papel dos Recursos Humanos passou a ser mais estratégico dentro da própria empresa. Estas estratégias passam por estudar novas formas de reter as equipas e de atrair novos talentos.

No geral, as empresas estão a criar ecossistemas para aumentar a inovação, aumentar o volume de vendas, entrar em novos mercados e ganhar novos clientes. Os RH estão a par de todo este investimento efectuado para criar um ecossistema saudável, aliando a inovação às capacidades funcionais, tecnológicas e de indústria.

 

 

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