Consultoras e profissionais de IT: o match perfeito em tempos incertos

Human Resources
24 de Abril 2023 | 11:00
Consultoras e profissionais de IT: o match perfeito em tempos incertos

Convido-vos a mergulhar comigo num tema que, a nível social, normalmente oscila entre duas percepções: a negativa ou a falta dela, não deixando por isso de contar com opiniões triviais: a associação enquanto parceiro ou colaborador em Consultoras.

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Por Adriana Castro Silva, People & Talent manager, KCS iT

 

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Mais do que nunca, pelo momento desafiante de possível recessão que atravessamos, parece-me pertinente que exista uma clareza sócio-laboral a este respeito. A questão central que devemos colocar é: quais serão as possíveis vantagens de um profissional estar alicerçado a uma empresa de Outsourcing?

Muito me desperta quando ouço vozes a alegarem que: «As empresas de Outsourcing ficam com uma grande parte do salário do colaborador». Ora, falando num modelo prático, estas empresas conferem ao cliente a possibilidade de foco na sua área de negócio, ajudando-os na percepção daquelas que poderão ser as necessidades a colmatar, indo também ao encontro desses mesmos perfis, e acabando por fazer uma gestão contínua deles. Ponto. É como uma transferência de responsabilidade de um trabalho especializado.

As consultoras não ficam com remunerações que não são suas por direito, e apenas trabalham na procura dos perfis requeridos, acabando por fazer a mediação entre si e as empresas suas clientes. É claro que, a toda esta envolvente de management, há uma economia paralela que é investida por parte da consultora, e é nessa avaliação que está o ganho. Na minha perspectiva, vejo uma triangulação de win-win neste processo.

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Em primeiro, o trabalhador tem direito a um salário. Um ganho justo face ao mercado é aquele que é recebido entre os pares, mesmo quando contratados pela própria empresa onde estão alocados. Se a empresa consultora receber mais dinheiro por todo o processo que àquela pessoa concerne, não é mais do que o resultado do investimento que foi feito. Existe um todo um custo para a empresa consultora: membros expertise, tempo para pesquisa, integração nos quadros da empresa, formação, gestão de carreira e o próprio acompanhamento.

Em segundo lugar, o cliente consegue garantir resposta para um projecto que poderá ter um tempo incerto, mesmo não vinculando um recurso efectivo em tempos de uma economia incerta.

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Em terceiro, no que ao consultor contratado atenta, a principal vantagem direcciona-se na possibilidade de explorar o seu desenvolvimento de trabalho em distintas áreas de negócio, sem que, para isso, tenha de quebrar um contrato de efectividade, este último tão indutor de uma estabilidade presente.

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Claramente que, a uma mudança de projecto ou área de negócio, se anexa o imperativo de um capital humano adjacente ao que o consultor esteja comummente habituado a consumir. Nessa mesma lógica, e precavendo (a natural) vontade de mudança ou o crescimento laboral daquilo que é a sua actual posição, algumas das empresas de consultoria delineiam múltiplas parcerias no que respeita à formação.

Como habitualmente partilho nas entrevistas: «A ideia connosco é que apliques as tuas actuais competências em projecto X, enquanto, paralelamente, estamos contigo a estruturar aquilo que possas desenhar para o teu futuro.» Sublinhando que o futuro pode remeter para o passo seguinte, ou num longo-prazo, a ideia de como o consultor prevê redesenhar a sua carreira profissional, e assim, de mãos dadas, alinharmos as arestas para que haja espaço para a sua ideia de carreira se verificar viável.

Como tal, com o compromisso de também darmos formação às nossas pessoas, por forma a corresponder às suas ideologias pessoais, ao passo que conseguimos também entregar uma resposta mais imediatista aos nossos parceiros, o leque formativo não limita as 35 horas anuais.

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Conferimos assim a possibilidade ilimitada de formação e certificação, do ponto de vista linguístico, comportamental e técnico – com uma maior ênfase neste último já que, convenhamos, tratamos uma área de completa agitação, novidade e competição. Pelo que, a astúcia primária se vê na contínua sede de exploração e agregação de novas ferramentas.

Por outro lado, nos eventos das empresas de consultoria, o prisma é outro. Mais alargado, diria. Não deixa de ser focado no que diz respeito aos objectivos traçados, mas, mais do que isso, relembra a missão, o propósito e o leque de oportunidades. Diga-se que ninguém melhor para relatar uma vivência do que a própria contada por quem a experiencia, ninguém melhor para palpitar acerca de uma empresa do que os vários trabalhadores lá alocados, tampouco quando sabem que o seu vínculo laboral mora na empresa consultora, o que lhes aufere uma maior leveza e transparência no discurso. Aqui as opiniões não são recriadas, são plausíveis no que respeita ao sentimento de pertença e foco na actividade.

Convenhamos que, em tempos de uma economia que se apresenta instável, é confortável rodearmo-nos por uma ampla rede de contactos, na certeza de que, se a empresa em que de momento somos necessários acordar numa situação de lay-off, consigamos dormir sabendo que a empresa consultora terá múltiplos matchs à nossa espera.

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