Vai criar um negócio próprio? Evite estes erros

Margarida Lopes
17 de Dezembro 2020 | 15:05

Cada vez há mais jovens qualificados que querem montar o seu próprio negócio. Mas para lançar um negócio não basta ter uma ideia inovadora e bem sustentada. Há muitas outras decisões que necessitam de ser tomadas e há deslizes que devem ser evitados.

 

O Doutor Finanças explica quais são os erros mais comuns e que podem comprometer a sobrevivência até do projecto mais prometedor.

 

1. Criar uma cultura desequilibrada
Esta é uma das tentações que podem conduzir um projecto a um fim precoce. Como a ideia generalizada é a de que é preciso criar um ambiente descontraído no local de trabalho, que permita libertar todo o potencial criativo dos colaboradores, pode cair-se no erro de eliminar toda e qualquer fonte de stress. Isto inclui não fixar horários, dar dias de férias e folgas sem critério ou tentar que todas as pessoas que trabalham na empresa estabeleçam relações de amizade.

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Ter uma abordagem mais liberal nestas áreas pode ser um bom princípio para manter a motivação em alta, mas é preciso que tudo seja devidamente ponderado e equilibrado a partir de critérios claros e justos para evitar o caos na organização.

 

2. Contratar demasiado depressa
Uma empresa de grande dimensão, onde trabalhem milhares de pessoas, pode dar-se ao luxo de cometer alguns erros na contratação de novos trabalhadores sem sofrer consequências de maior por causo disto. Mas, numa start up, o assunto é mais sensível. Uma organização em fase de nascimento e a dar os primeiros passos tem que escolher muito bem quem vai integrar-se na organização porque as suas qualificações, motivações e personalidades vão ser determinantes para o sucesso ou fracasso do negócio.

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Leve o tempo que for necessário para não se precipitar na avaliação dos candidatos e faça as escolhas que tem de fazer apenas quando tiver mais certezas do que dúvidas de que aquele será um pilar importante para erguer o seu projecto.

 

3. Esquecer-se de avaliar os trabalhadores
Acontece com uma frequência elevada em todas as empresas. Os superiores hierárquicos esquecem-se de avaliar quem com eles colabora, sobretudo quando uma palavra de incentivo ou um elogio seriam excelente tónicos para manter as pessoas satisfeitas e concentradas em fazer o seu trabalho com dedicação e profissionalismo. Criticar uma situação ou dar os parabéns por causa de uma tarefa que foi concretizada com sucesso, ajudam o projecto a manter-se na direcção certa e a eliminar eventuais maus hábitos.

 

4. Cada pessoa é uma pessoa
Há empreendedores que olham para o conjunto de trabalhadores da empresa como um colectivo de quem se espera que faça o trabalho em equipa e ajudem a implantar a marca e o projecto. Mas não se esqueça de que cada pessoa é uma pessoa, com as suas características pessoais e profissionais, as suas forças e as suas fraquezas. Tentar lidar com toda a gente da mesma forma, como se todos fossem iguais, pode ser um erro.

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5. Não deixar as pessoas fazer aquilo que fazem melhor
Eis uma falha que decorre da anterior. O empreendedor tem a obrigação de saber a quem entregar as tarefas que têm de ser concretizadas, mas deve dar liberdade para que cada um as realize, dentro dos parâmetros exigidos, mas com a possibilidade de usar o seu talento e as suas qualidades específicas. Não interfira quando isso não se mostra crucial, nem caia na tentação de assumir as tarefas alheias se acha que o trabalho não está a ir na direcção certa. Converse, avalie, não tente exigir a realização de determinados trabalhos a quem não está preparado os fazer.

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