CES e parceiros sociais vão colaborar com Escola de Saúde em investigação sobre teletrabalho

Human Resources com Lusa
7 de Dezembro 2021 | 10:20
CES e parceiros sociais vão colaborar com Escola de Saúde em investigação sobre teletrabalho

Conselho Económico e Social (CES), os Parceiros Sociais e a Escola Nacional de Saúde Pública estabelecem esta terça-feira um protocolo de cooperação para a realização de um projecto de investigação científica sobre o impacto do teletrabalho na saúde dos trabalhadores.

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O projecto, que vai ser desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, tem como objectivo compreender de que forma o teletrabalho pode afectar a saúde mental e física dos trabalhadores e, indirectamente, o bem-estar no trabalho, a organização das empresas e a sua produtividade.

O estudo ficará a cargo de uma equipa de investigação composta pelos professores Julian Perelman e Pedro Laires pelos investigadores Pedro Neves e Sara Ramos e contará com a colaboração dos CES e das confederações patronais e sindicais.

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Um dos investigadores da Escola Nacional de Saúde Pública, o professor Pedro Laires, especialista em epidemiologia, explica que se coloca diante dos especialistas um mundo de dúvidas quanto às implicações do teletrabalho.

“Esta nova forma de trabalhar, que é o teletrabalho, não sendo inteiramente nova é algo que se acentuou com a pandemia, veio colocar novas dúvidas e novas questões de como esta relação entre a saúde e este regime de trabalho pode ser alterada”, começa por dizer o professor, em declarações à TSF.

Pedro Laires indica que o objectivo desta investigação é “perceber de que forma é que o teletrabalho pode influenciar a saúde física, mas também a saúde mental”, dando especial atenção à depressão e à ansiedade. “O que se pretende neste trabalho é precisamente perceber o efeito a curto, médio e longo prazo do teletrabalho na saúde, mas também na produtividade para as empresas”, acrescenta.

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O alvo deste estudo serão as empresas “com uma percentagem muito expressiva deste regime de trabalho”, mas a população em estudo não será “demasiado restringida”. “É importante termos aqui uma realidade plural”, diz Pedro Laires, sublinhando que a investigação terá como foco sectores que “se prestam ao teletrabalho”.

Fonte do CES disse à agência Lusa que os investigadores pediram o apoio do Conselho porque sentiram necessidade da ajuda dos parceiros sociais para desenvolver o estudo, que deverá terminar com algumas recomendações.

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Os parceiros sociais poderão ter um papel importante neste processo porque, quando o estudo estiver pronto, poderão apresentar propostas relacionadas com as suas conclusões na comissão permanente de concertação social.

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Em Portugal, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), 23,1% da população empregada trabalhou a partir de casa no segundo trimestre de 2020, valor que sobe para os 27,9% na Área Metropolitana de Lisboa.

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