Associação de Directores de Hotéis pede programa de apoio estatal à retoma do sector

Human Resources com Lusa
4 de Abril 2022 | 18:30
Associação de Directores de Hotéis pede programa de apoio estatal à retoma do sector

A Associação dos Directores De Hotéis de Portugal (ADHP) considerou que o Governo deve preparar um programa de apoio à retoma do sector turístico em Portugal, apoiando a tesouraria das empresas debilitadas pela crise da pandemia COVID-19.

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Esta foi uma das conclusões do XVIII congresso nacional da associação, realizada, durante dois dias, em Vila do Conde, no distrito do Porto, com o tema “Atrair talento, recuperar o sector e planear o futuro”, que teve participação de mais de 400 pessoas.

«Seria importante um programa estatal de apoio à retoma, para resolver problemas de tesouraria das empresas do sector. Muitas estão debilitadas na sua capitalização e com dificuldades para aceder ao crédito bancário», alertou Raúl Ribeiro Ferreira, presidente da ADHP.

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Apesar de estar optimista que «dias melhores virão para o turismo nacional», o dirigente lembrou que ainda «há obstáculos para a retoma desejada», apontando as consequências do conflito no leste da Europa «como factor de incerteza e de dificuldade».

«Há uma preocupação com o aumento dos custos de produção, que, segundo o que foi debatido, pode impactar 10 % na receita final das empresas. Num sector que liberta pouca margem, esse acréscimo de custos pode fazer diferença na recuperação», acrescentou Raúl Ribeiro Ferreira.

Outro dos temas debatidos durante os dois dias do congresso da ADHP, que juntou profissionais do sector, empresas, docentes e alunos, foi o problema dos recursos humanos, que segundo o presidente da associação «são escassos e nem sempre com a melhor qualificação».

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«A falta de mão-de-obra no sector continua a ser evidente. Temos dificuldades na contratação e na estabilização dos trabalhadores. Podemos ser uma porta de entrada de trabalhadores estrangeiros, mas é preciso que não sejamos apenas um ponto de passagem para outros países da Europa», apontou

O dirigente lembrou, ainda, que o governo pretende incentivar a contratação colectiva, mas alertou para a «necessidade flexibilidade tendo com conta as especificidades do sector, nomeadamente a sazonalidade».

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Ainda numa mensagem ao governo, o presidente da ADHP não escondeu as «preocupações» com o facto da secretária de Estado, Rita Marques, acumular nesta nova legislatura a pasta do Turismo com as do Comércios e Serviços.

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«Ficamos satisfeitos que continue no cargo, e já revelou que está preparada para o esforço de ter três pastas, dizendo que vai trabalhar a triplicar, mas tememos que perca a dedicação total que o sector do Turismo merece», disse Raúl Ribeiro Ferreira.

Depois de ter completado três mandatos, durante nove anos, à frente da ADHP, o dirigente está de saída do cargo, por imposição dos estatutos, dando o lugar a Fernando Garrido, atual vice-presidente, mas garante que haverá continuidade no trabalho desenvolvido.

«Saio por limitação de mandatos, que é um ponto de honra na associação, mas continuarei a ajudar a Direção. Acreditamos no projeto de criação de uma Ordem profissional, e continuaremos a trabalhar nesse sentido, tentando convencer o governo que é uma mais-valia para o sector», concluiu.

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