Há falta de mão-de-obra no sector da Construção e Imobiliário. São estes os perfis mais procurados

Margarida Lopes
11 de Abril 2022 | 08:40
Há falta de mão-de-obra no sector da Construção e Imobiliário. São estes os perfis mais procurados

A Hays analisou o o mercado da Construção e Imobiliário, identificando quais os perfis mais procurados e três tendências que vão marcar o sector.

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De acordo com a Hays, o mercado da Construção e Imobiliário demonstrou ser um dos mais resilientes durante o ano de 2021. Os promotores imobiliários não pararam de procurar investimentos e muitos dos seus projectos encontram-se agora em fase de obra. Por outro lado, foi um ano marcado pela escassez de mão-de-obra no sector aliado a uma crise de matérias primas e pela dificuldade de agilizar serviços municipais face aos licenciamentos.

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Em 2022, deverá continuar a faltar mão-de-obra no sector. «Os perfis de director de Obra e encarregado geral serão muito procurados, pelo contínuo crescimento e investimento no mercado da construção e desenvolvimento das obras públicas e privadas. Os empreiteiros procuram profissionais experientes e capazes de assumir a responsabilidade da dimensão das obras em curso. E, por sua vez, o sector imobiliário tem vindo a apostar em perfis de Gestão de Projecto e ligados às vendas e marketing, com o objectivo de promover o seu produto e conseguir o seu desenvolvimento nos diferentes canais de comunicação», conclui João Fonseca, section manager na Hays.

A Hays revela ainda que a pandemia veio acelerar, de forma transversal, a digitalização do mercado de trabalho, onde a construção e imobiliário não foram excepção. As empresas estão a apostar muito na digitalização o que leva a uma significativa melhoria dos processos e permite avanços ao nível do cumprimento de deadlines, custos e facilidade no acesso aos projetos.

No entanto, o section manager na Hays, refere que «sendo dois sectores conservadores, há ainda um caminho longo para a profissionalização e digitalização do sector. No entanto, importa destacar os diversos projectos previstos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como uma estratégia a longo prazo para a Renovação de Edifícios (ELPRE), embora ainda existem poucas medidas de apoio ao privado nesta matéria».

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Para 2022 as perspectivas apontam para um ano desafiante neste mercado. João Fonseca refere que «é possível destacar três grandes acontecimentos que poderão influenciar o seu rumo»:

  1. O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), onde o Estado prevê o inicio de novos projectos na área da construção que poderão vir a contribuir para estimular o sector
  2. Por outro lado, o IVA Construção nos 23% poderá ser problemático para este mercado. Esta situação tem disparado os preços da construção e os investidores privados não olharão para o imobiliário de classe média, tendo em conta o valor dos impostos, tornando-se inviável o desenvolvimento deste tipo de projectos.
  3. Por último, o fim dos Vistos GOLD poderá tornar-se um entrave ao desenvolvimento de grandes projectos em Portugal, levando os investidores a olhar para outras geografias para investir.
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