Aeroporto: Adiamento custa cerca de 7000 milhões de euros e 28 mil empregos no cenário mais optimista

Human Resources com Lusa
15 de Julho 2022 | 08:30

O adiamento do novo aeroporto custa cerca de 7000 milhões de euros e 28 mil empregos «no cenário mais optimista», de acordo com o estudo da EY para a Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

 

Este é «um problema que se arrasta há muitos, muitos anos», afirmou o presidente da CTP, Francisco Calheiros, que falava na apresentação das conclusões do estudo «Impacto económico da não decisão sobre a implementação do novo Aeroporto de Lisboa», que está a decorrer em Lisboa.

Francisco Calheiros salientou que a importância do novo aeroporto não é só para o turismo, afirmando que é «uma infraestrutura nacional extremamente importante» para a economia portuguesa e para outras actividades.

«É uma grande infraestrutura nacional que é urgente», acrescentou, salientando que se discute há tempo de demais o novo aeroporto e que «é altura de dar um basta».

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O estudo analisa quatro cenários.

Segundo o estudo, «tendo em conta o tempo necessário até à operacionalização de um novo aeroporto, a procura não satisfeita pelo Aeroporto Humberto Delgado implicará custos muito significativos durante os próximos anos, em especial no sector do turismo, mas também indirectamente em toda a economia portuguesa».

No cenário onde os impactos económicos «são mais plausíveis no tempo» – Portela+1, disponível em 2028 e existindo uma recuperação mais rápida da procura) –, «estima-se que a perda potencial acumulada de riqueza gerada (VAB) até 2027 atinja os 6,8 mil milhões de euros, associada em média a menos 27,7 mil empregos anualmente e a uma perda de receita fiscal estimada em 1,9 mil milhões de euros».

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Ou seja, somando ao VAB não realizado os impostos não cobrados, «o país pode vir a perder cerca de 9000 milhões de euros até 2027», refere o estudo.

As perdas económicas poderão atingir 0,77% do Produto Interno Bruto (PIB) e 0,95% no emprego, «neste cenário de decisão adiada e recuperação rápida».

Já num cenário extremo – em que a procura turística ultrapassa a registada em 2019 e em que a decisão sobre a construção do novo aeroporto na região de Lisboa continua adiada (cenário Portela+1 ou novo aeroporto disponível em 2034 e recuperação da procura em 2023) – «estima-se que os impactos globais acumulados no VAB deverão atingir os 21,4 mil milhões de euros».

Este impacto económico «significaria em média cerca de menos 40 mil empregos anualmente e uma receita fiscal perdida de 6000 milhões de euros».

Francisco Calheiros sublinhou que há «53 anos» que se debate a questão do novo aeroporto, defendendo que «é preciso tomar uma decisão rápida».

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«O que houve naquele dia foi uma decisão» sobre o novo aeroporto, afirmou o presidente da CTP, quando questionado sobre o facto de a confederação ter aplaudido a decisão do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a qual entretanto foi revogada.

O responsável acrescentou ainda que «nesta última semana» apresentou o estudo ao presidente da República, ao Governo e ao «principal partido de oposição», o PSD.

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