Massachusetts Institute of Technology: Três imperativos para liderar uma mudança eficaz

Human Resources
2 de Dezembro 2022 | 14:20
Massachusetts Institute of Technology: Três imperativos para liderar uma mudança eficaz

Grande parte das teorias sobre liderança tomam a forma de listas que definem os atributos necessários, ou normas universais. Mas a principal exigência da liderança é que deve ser contextualmente eficaz.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

Por B. Tom Hunsaker e Jonathan Knowles, MIT Sloan Management Review

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

 

Um dos desafios mais difíceis que os líderes enfrentam é que as exigências do trabalho podem mudar de forma dramática e imprevisível, como os últimos dois anos demonstraram claramente. Por necessidade, os líderes tiveram de dividir a sua atenção entre a resposta à pandemia e a gestão de uma força de trabalho remota, tendo sido ainda mais pressionados por questões como justiça social, disrupções na cadeia de fornecimento, alterações climáticas, trabalho híbrido e instabilidade geopolítica. Seria fácil concluir – como muitos comentadores o fizeram – que os principais requisitos da liderança são a flexibilidade e a empatia. Embora estas qualidades sejam certamente benéficas, especialmente neste momento específico e desgastante, a principal exigência da liderança é que deve ser contextualmente eficaz. Os líderes eficazes são aqueles que ajustam a sua abordagem para se adequarem ao contexto e aos desafios que enfrentam.

A história está repleta de exemplos de indivíduos que demonstraram uma liderança extraordinária em determinadas circunstâncias, mas que foram incapazes ou não quiseram alterar posteriormente a sua estratégia. Nos negócios, é frequentemente observado que um fundador raramente é o líder mais adequado para gerir o negócio, uma vez atingida uma certa escala, porque exige um estilo de liderança e competências diferentes. O sucesso da Alphabet é em parte prova da autoconsciência de Sergey Brin e Larry Page, que reconheceram a necessidade de se afastarem do papel de CEO. As dificuldades actuais do Facebook, em comparação, são parcialmente causadas pela incapacidade de Mark Zuckerberg em reconhecer esta necessidade.

Continue a ler após a publicidade

 

Três imperativos para liderar uma mudança eficaz
Durante o nosso trabalho com os líderes, encorajamo-los a pensar na eficácia contextual como constituída por três tarefas principais:

Continue a ler após a publicidade

Elaborar o mapa: O falecido editor Arnold Glasgow observou que os grandes líderes reconhecem uma questão antes de esta se tornar uma emergência. Eles avaliam consistentemente a dinâmica em mudança de do ambiente da empresa e elaboram uma visão clara e prioritária para onde o negócio se deve dirigir.

Continue a ler após a publicidade

Estabelecer a mentalidade: A segunda tarefa da liderança é assegurar que a equipa executiva tem mais do que apenas uma compreensão cognitiva do mapa. A mentalidade do líder conduz a uma convicção partilhada sobre a necessidade de mudança e a um entusiasmo pelas melhorias que uma mudança bem-sucedida trará. Este entusiasmo é vital porque alcançar a mudança é mais difícil do que manter o status quo.

Comunicar a mensagem: Se o mapa identifica de forma credível a mudança necessária, e a mentalidade cria o apetite por ela, a mensagem é a ferramenta essencial para a activar entre a população mais vasta de colaboradores. A mensagem do líder serve como o grito de mobilização que alinha as energias da organização em torno de um determinado objectivo e das atitudes e dos comportamentos necessários para o alcançar.

A definição do mapa, da mentalidade e da mensagem são as tarefas centrais da liderança da mudança, mas o objectivo de cada tarefa varia consoante a mudança que o líder procura alcançar. Esta assume três formas distintas:

Continue a ler após a publicidade

1. Aumentar a magnitude da actual estratégia da empresa.
2. Reformular as actividades para a prossecução dessa estratégia.
3. Mudar completamente de direcção.

Abaixo, mostramos como o objectivo das tarefas “mapa, mentalidade e mensagem” varia conforme a mudança que o líder quer alcançar. A nossa pesquisa indica que o aumento da magnitude (duplicação) é a decisão certa para os 20% das empresas ou linhas de negócio com um forte desempenho tanto na adequação ao objectivo como na vantagem relativa; a mudança de direcção (pivô) é necessária apenas para os 15% das empresas com um fraco desempenho em ambas as dimensões. Para quase dois terços das empresas, a mudança imperativa é reformular as actividades que utilizam para prosseguir a sua estratégia, em vez de reformular a estratégia em si.

 

Aumentar a magnitude
Quando uma empresa tem um bom desempenho na forma e vantagem relativa, o líder precisa de reconhecer os perigos da complacência (acreditar não haver necessidade de mudança) e da arrogância (excesso de confiança na qualidade da própria liderança). Os líderes contextualmente eficazes combatem a complacência, lutando continuamente pela mudança, e combatem a arrogância, reconhecendo que a sua própria opinião é menos significativa do que as opiniões dos principais stakeholders.

Continue a ler após a publicidade

A tarefa de mapeamento neste contexto de mudança é procurar a excelência e reforçar os actuais impulsionadores de singularidade, utilidade e valor, tal como são percepcionados pelos clientes e outros stakeholders importantes.

A mentalidade necessária é a de enfrentar um desafio – enquadrado como uma ameaça competitiva ou um compromisso inato para com a excelência.

Por fim, a tarefa da mensagem é manter o foco nas prioridades finais do negócio, e não nas preocupações que são fugazes ou desligadas da estratégia central da empresa.

A liderança da Apple tem consistentemente executado um foco de mudança de magnitude nas últimas duas décadas. Optou deliberadamente por se utilizar a si própria como quadro de referência, criando um desafio constante para melhorar a sua posição já de liderança através de inovação direccionada e continuamente aprofundada e da integração de hardware, software e serviços – tudo isto sem depender de aquisições em larga escala. (A maior aquisição de sempre da Apple foi os 2,8 mil milhões de euros que pagou pela Beats, em 2014.) O resultado é a entrega de um valor distinto e consistente a uma base de clientes em expansão e empenhados.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Novembro (nº.143)  da Human Resources, nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponóvel a versão em papel e a versão digital.

Partilhar


Mais Notícias