Em 2023 metade das bolsas de doutoramento da FCT serão em ambiente não académico

Human Resources com Lusa
20 de Dezembro 2022 | 18:00
Em 2023 metade das bolsas de doutoramento da FCT serão em ambiente não académico

A partir de 2023, cerca de 50% das bolsas para doutoramento que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) vai atribuir sê-lo-ão em ambiente não académico, disse à Lusa a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

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Elvira Fortunato, que falava à Lusa à margem da inauguração das novas instalações da Biblioteca Fundação Jorge Álvares do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, salientou que o objectivo é que, em 2027, as novas bolsas tenham essa característica.

«Nós queremos proporcionar uma maior integração dos doutorados em ambientes não académicos, portanto, a universidade e os centros de investigação funcionam também como uma plataforma para formar pessoas altamente qualificadas e queremos, ao existirem bolsas de doutoramento em ambiente não académico, como por exemplo aqui no Instituto Científico e Cultural de Macau, ao fazerem doutoramentos nestes ambientes, se proporcione também a sua possibilidade de ficarem aqui integrados como investigadores», explicou.

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Para Elvira Fortunato, trata-se de «diversificar o número de doutorados em ambientes não académicos para também dinamizar a economia nas empresas e outros sectores».

Quanto à nova biblioteca, Elvira Fortunato realçou a sua importância. «Aliás, tem a história de tudo aquilo que aconteceu em Macau e das relações de Portugal com Macau, que é de extrema importância preservar exactamente e dessa forma garantir que investigadores, historiadores nestas áreas tenham acesso aqui nesta biblioteca a um acervo extremamente grande», destacou.

A biblioteca do CCCM é a mais completa e actualizada biblioteca sobre a China em todo o mundo lusófono, especializada na investigação e ensino, acerca da China/Macau, da Ásia Oriental e das relações entre a Europa e a Ásia.

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A sua dimensão internacional e multidisciplinar funciona em rede com outras bibliotecas e arquivos, nacionais e estrangeiros, de forma a melhor cumprir a sua missão de apoio à investigação e ensino, à informação e à divulgação de conhecimento.

As suas características tornam-na «extremamente útil não só para preservar a história, mas acima de tudo, possibilitar que mais investigação e mais historiadores, e a sociedade no fundo, tire partido de toda esta riqueza que existe aqui em Portugal», conclui Elvira Fortunato.

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Dispõe de cerca de 27.000 registos bibliográficos em catálogo, que incluem uma colecção de audiovisuais, que designadamente o fundo de cerca de 40.000 slides e 5000 fotografias, entre outros suportes físicos, de que ressalta a colecção de cerca de 7 mil microfilmes, com mais de 50.000 documentos.

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