Bancos dispostos a subir salários acima da proposta inicial de 2,5%

Human Resources com Lusa
31 de Janeiro 2023 | 08:10
Bancos dispostos a subir salários acima da proposta inicial de 2,5%

Os sindicatos bancários afectos à UGT disseram, em comunicado, que os bancos estão dispostos a fazer actualizações salariais acima da proposta inicial de 2,5%, que foram considerados indignos pelos sindicatos.

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Em comunicado, Mais Sindicato, SBN – Sindicato dos Trabalhadores do Sector Financeiro de Portugal e Sindicato dos Bancários do Centro disseram que na primeira reunião, em 27 de Janeiro, não houve avanços concretos mas que o grupo negociador dos bancos manifestou «alguma flexibilidade para avançar na sua contraproposta de 2,5% na tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária» e que a nova ronda negocial ficou marcada para 10 de Fevereiro.

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Já os sindicatos dizem que «não abdicam de algumas das alterações ao clausulado que propuseram, pois representam um apoio aos rendimentos de ativos e reformados».

Sobre a decisão de BPI, Novo Banco e Santander Totta de fazerem já aumentos salariais de 4% os três sindicatos consideram que «iniciativas dessas em simultâneo às negociações desvirtuam o processo» e afirmam que o que querem é negociar aumentos nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária, que têm um âmbito mais alargado e incluem trabalhadores no activo e reformados.

Há duas semanas, em declarações à Lusa, representantes sindicais disseram esperar que as actualizações salariais que BPI, Novo Banco e Santander Totta fazem já em Janeiro sejam um bom sinal, não uma forma de esvaziar a negociação colectiva e dar a entender que o valor final das negociações salariais será dessa ordem.

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Mais Sindicato, Sindicato dos Bancários do Centro e SBN reivindicam, para este ano, 8,5% de actualização de tabelas e cláusulas de expressão pecuniária.

O grupo negociador da banca, responsável pela revisão do ACT do sector, representa cerca de 20 instituições financeiras que actuam em Portugal, entre elas Santander Totta, Novo Banco e BPI.

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Já Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Crédito Agrícola e Montepio têm acordos autónomos.

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No caso do banco público CGD a proposta de aumento salarial é de 3%, o que os sindicatos têm considerado inaceitável.

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