O ministro da Economia, António Costa Silva, anunciou que a Portugal Ventures vai lançar um novo programa (‘call’), de cerca de 10 milhões de euros, para financiamento às empresas do turismo.
«Amanhã [quarta-feira], a Portugal Ventures vai pôr uma nova ‘Call’ Mais Crescimento, com uma dotação de cerca de 10 milhões de euros, para dar mais financiamento às empresas de turismo», anunciou o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, durante o discurso de abertura da primeira edição da Conferência VisitPortugal, na véspera de arrancar a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).
Para o governante, é necessário «dar escala» e «especializar» as empresas do sector, para que consigam competir nos mercados externos.
Assim, a nova call tem como objectivos apoiar a capitalização das empresas, para promover crescimento, inovação e expansão, e também ajudar à consolidação de empresas.
«Muitas vezes, pequenas empresas quando se associam, […] podem diminuir custos, ganhar escala e competir nos mercados internacionais», apontou o ministro.
O governante lembrou também as receitas turísticas de 2022, que alcançaram os 22.000 milhões de euros, fruto da «excelência das empresas», com a «contribuição extraordinária» do Turismo de Portugal, recuperando dos efeitos da pandemia mais rápido do que o estimado.
Costa Silva lamentou, no entanto, que haja «muita gente no país que ainda não compreendeu a importância que o sector do turismo tem para a economia nacional». «Os problemas do nosso país só se resolvem criando mais riqueza e quem cria riqueza são as empresas, os empresários, os trabalhadores», vincou.
Por sua vez, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, lembrou o objectivo de alcançar os 27.000 milhões de euros em receitas até 2027 e apontou que, para tal, é preciso «crescer na internacionalização», «crescer em valor», ou seja, atingir mercados mais exigentes e com mais poder de compra, «crescer no interior» do país e apostar nas transições climática e digital.
«Se hoje somos uma marca em transformação, podemos ser uma marca com ainda mais valor e este é o nosso grande objectivo, [….] uma marca que tenha reconhecimento por parte dos mercados internacionais, dos consumidores, mas, principalmente, que acrescente valor às pessoas, aqueles que vivem cá, e que dêem melhor experiência aos que vêm de fora também», afirmou Luís Araújo.














