O grupo espanhol Zendal, que inaugurou em Paredes de Coura uma fábrica capaz de produzir 84 milhões de vacinas anuais, revelou que pretende ali criar um pólo biotecnológico, transformando a eurorregião em referência mundial.
De acordo com a empresa, a nova unidade «inicialmente dará emprego a 30 profissionais, alguns dos quais previamente formados na fábrica da Zendal em O Porriño, Espanha».
O objectivo da fábrica inaugurada, situada na zona industrial de Formariz, é «fabricar vacinas em grande escala para a saúde humana», indica o grupo espanhol numa nota de imprensa.
A fábrica, a primeira da empresa a ser construída fora de Espanha, tem 4100 metros quadrados, acolhe «áreas técnicas, zona de produção, armazém e escritórios».
O grupo, que investiu na unidade 25 milhões de euros, espera ainda que esta «sirva de atractivo à expansão do ecossistema biotecnológico da eurorregião» Norte de Portugal – Galiza.
Para tal, «foram estabelecidos acordos com a Escola Profissional do Alto Minho Interior (EPRAMI) e o Politécnico de Viana para trabalhos de formação e prevê-se também que se desenvolvam sinergias com centros tecnológicos e universidades portuguesas, tal como a Zendal faz em Espanha», descreve a empresa.
Em Junho de 2021, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) anunciou o início de um novo Curso Técnico Superior (CTeSP) na área da indústria biotecnológica, com 30 vagas, para responder às necessidades da farmacêutica Zendal.
A fábrica da Zendal em Paredes de Coura «está dotada com a mais recente tecnologia para poder desenvolver todo o processo de uma vacina, desde a produção do antigénio, ao processo de embalagem e liofilização», diz a empresa.
«A tendência crescente de doenças víricas e bacterianas e a necessidade da redução do uso de antibióticos exigem uma atualização constante do sector farmacêutico», defende o grupo espanhol.
Assim, a Zendal entende «que nos próximos anos a biotecnologia desempenhará um papel fundamental com a incorporação de um maior número de produtos de caráter preventivo como vacinas, probióticos ou produtos nutricionais».
O grupo, constituído por oito empresas (CZ Vaccines, Biofabri, Maymó, Ovejero, Vetia, Petia, Probisearch e Zinereo) é composto por cinco centros de produção, três de I+D+i e conta com cerca de 650 profissionais.














