Dona da Cartier vai abrir o primeiro hub tecnológico fora da Suíça. E escolheu Portugal. Vai contratar 400 pessoas

Human Resources com Lusa
2 de Junho 2025 | 10:40

O grupo Richemont, que detém marcas como Cartier, Van Cleef & Arpels ou Montblanc, escolheu Lisboa para o seu primeiro hub tecnológico fora da Suíça, que vai contratar 400 pessoas até 2028.

 

Quanto ao investimento, Lucas De Gaulejac, ‘TCC manager – Technology Competency Center manager’ da Richemont, responsável operacional pelo Centro Tecnológico da Richemont em Lisboa, em entrevista à Lusa não adiantou valores, mas admitiu que anda à volta das “dezenas de milhões”.

«Estamos a planear investir significativamente em talento, para chegar a 400 pessoas, o que é, obviamente, um investimento significativo», acrescentou Lucas De Gaulejac.

«Também estamos a investir significativamente em imóveis», nomeadamente no centro de competências inaugurado, com 3.200 metros quadrados, localizado no Green Campus, no Parque das Nações, com práticas de sustentabilidade “de vanguarda”.

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Actualmente, já foram contratados cerca de 100 profissionais e a ideia é atingir 400 dentro de três anos.

Um das razões para o grupo suíço ter escolhido Lisboa para instalar o seu primeiro hub tecnológico fora da Suíça, que vai funcionar como uma extensão, deve-se muito ao ecossistema inovador da cidade e a «base de pessoas muito qualificadas», que a Richemont procura.

«Estamos à procura de pessoas qualificadas», nomeadamente perfis de engenheiros, e «temos um plano ambicioso, vamos tentar apoiar também pessoas qualificadas e requalificadas que queiram participar e trabalhar connosco», salientou o responsável.

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«Estamos aqui há cerca de um ano e já recrutámos 100 pessoas e o plano é chegar às 400 nos próximos anos. Portanto, em termos de dimensão, o objectivo final é de cerca de 400 para já em 2028», detalhou.

A Richemont, além de Genebra tem um centro em Xangai, mas que está dedicado à construção de infraestrutura e aplicações específicas para a China, pelo que o grupo não considera um hub tecnológico.

Além do talento e da proximidade, a capital portuguesa foi também escolhida por ter “muito boa literacia de inglês” e porque «é um centro de inovação da Europa, houve um investimento significativo do Governo, também do município, e tornou-se realmente uma cidade onde faz sentido investirmos», argumentou. Outro dos pontos fortes foi a “conectividade” e a “comunidade em si”.

A Richemont quer participar no ecossistema tecnológico e admite fazer parcerias com universidades, instituições, startups, incubadoras, entre outros. Além disso, o grupo suíço pretende reter talento, nomeadamente permitindo uma progressão na carreira.

O grupo Richemont tem 24’Maisons com uma presença global, em mais de 150 localizações, a maioria tem presença comercial em Portugal, através das suas ‘boutiques’ ou de parceiros externos.

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