Dinamarca lidera o ranking dos melhores países para contratar na Europa. Em que lugar surge Portugal?

Human Resources com Lusa
23 de Janeiro 2026 | 09:10
Dinamarca lidera o ranking dos melhores países para contratar na Europa. Em que lugar surge Portugal?

Instituições de confiança, produtividade elevada e ecossistemas de competências fortes são factores-chave que tornam a Europa atractiva nas contratações. Alguns países destacam-se, revela a Euronews.

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A Europa é uma região privilegiada para investir, principalmente na UE, o maior mercado único do mundo em número de consumidores, por isso as empresas estrangeiras estão sempre à procura do melhor país para desenvolverem as suas actividades.

Um estudo recente do Conference Board, “Where to Hire Index 2026”, classifica os melhores e os piores locais para as empresas que procuram contratar na Europa. O top 10 do relatório – que classifica cada categoria numa escala de 100 – é dominado pelo Norte da Europa, juntamente com economias mais pequenas, mas ricas, que se destacam na adaptabilidade e competências.

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As boas competências, a forte cultura empresarial e os custos de mão-de-obra relativamente moderados fazem da Dinamarca o melhor destino para as empresas que pretendem estabelecer-se ou expandir-se na Europa.

A Suíça surge em segundo lugar e é o único país a obter uma pontuação de 100 pontos em termos de talento e competências, embora o seu elevado custo de vida continue a ser um desafio. Em terceiro lugar está a Irlanda, sendo que talentos com uma visão global e um mercado de trabalho flexível atraem grandes investimentos, embora o aumento dos custos e as pressões sobre as infraestruturas limitem a escalabilidade.

O restante top 5 é composto por Suécia e Finlândia (4.º e 5.º lugares), com elevadas competências, instituições fortes e digitalização avançada a impulsionarem a competitividade, mas a escassez do mercado de trabalho pode limitar a agilidade futura.

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A Alemanha é a única economia do G7 a entrar no top 10. O relatório destaca questões importantes, como o declínio demográfico da população activa que ameaça a oferta de mão-de-obra, bem como o aumento dos custos laborais e a lenta adopção digital. O país também obteve uma classificação baixa em termos de competitividade da mão de obra, com a segunda classificação mais baixa dos 20 países com melhor desempenho global, a seguir a Portugal, que surge em 19.º lugar.

O mercado nacional pontuou 48,5 pontos em 100, com baixo desempenho no custo da mão-de-obra e produtividade, com apenas 19 pontos, apesar dos resultados razoáveis nas categorias talento e competências (58); dinâmica do mercado laboral (60); e cultura empresarial e instituições fortes (56).

França (18.º) e Itália (20.º) também registam desempenhos menos fortes. A competitividade francesa é dificultada pela regulamentação complexa e flexibilidade limitada, já Itália está no outro extremo, com desafios de governação, problemas de qualidade de gestão e inovação lenta para além dos seus clusters industriais tradicionais.

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