Best Workplace, Cofidis: Confiança e participação como drivers da cultura de empresa

A gestão de pessoas assume um papel cada vez mais estratégico nas organizações, especialmente em sectores em rápida transformação.

Human Resources
21 de Abril 2026 | 13:40

A gestão de pessoas assume um papel cada vez mais estratégico nas organizações, especialmente em sectores em rápida transformação.

O reconhecimento como Great Place to Work (GPTW), na categoria das empresas de serviços financeiros e de seguros (6.º lugar), volta a colocar em destaque a cultura organizacional da Cofidis em Portugal. A Cofidis distingue-se por uma forte aposta na proximidade, na participação das equipas e no desenvolvimento contínuo dos colaboradores e das lideranças. Num sector associado a processos exigentes e a elevados níveis de regulação, a capacidade de atrair, desenvolver e reter talento tornou-se um factor estratégico para as organizações. Na Cofidis Portugal, essa aposta tem sido construída a partir de uma cultura organizacional forte, que coloca as pessoas no centro das decisões e da evolução da empresa.

Susana Medeiros, Head of Internal Communication & Engagement explica que voltar a receber o reconhecimento como GPTW representa, sobretudo, a validação de um trabalho contínuo desenvolvido internamente. «É a confirmação do que procuramos construir todos os dias: uma cultura coesa, assente na confiança, no respeito e na proximidade entre as pessoas.»

Os resultados do estudo GPTW evidenciam níveis elevados de confiança na liderança e orgulho no trabalho desenvolvido, factores que contribuem para consolidar o sentimento de pertença à Cofidis e favorecem um ambiente de colaboração. E é precisamente isto que os colaboradores partilham, inclusive, nos workshops de clima social: «Nestas sessões trabalhamos os temas do GPTW, construímos planos de acção destinados à evolução do clima organizacional e damos atenção aos temas importantes para as nossas pessoas», acrescenta a responsável.

Pessoas no centro da proposta de valor

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A estratégia de gestão de pessoas da Cofidis Portugal assenta numa proposta de valor, estruturada em quatro pilares: o bem-estar, o desenvolvimento, a inclusão e o engagement. De acordo com Susana Medeiros, «esta abordagem procura responder às diferentes dimensões da experiência de colaborador e às suas expectativas de evolução profissional».

Conforme explica a responsável, «promovemos o bem- -estar nas suas múltiplas vertentes, garantindo o equilíbrio e as condições adequadas. E vamos mais longe, temos agentes de clima social, como por exemplo os Change Advisors, que em parceria com a Comunicação Interna, trabalham os temas de clima e bem-estar junto das áreas, acrescentando valor todos os dias».

«O desenvolvimento dos nossos colaboradores é fundamental e para isso criamos programas de formação contínua. Estes programas reforçam competências técnicas, digitais e comportamentais, complementados por oportunidades de evolução de carreira. Neste âmbito, desenvolvemos a iniciativa dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, que são dinamizados pelos nossos HR Business Partners», acrescenta.

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A cultura inclusiva e o incentivo ao envolvimento das equipas na vida da empresa completam este modelo «onde cada pessoa é valorizada, independentemente da sua função ou percurso. Os ‘Catch-ups’ trimestrais, dinamizados pela direcção da Cofidis e pelos próprios colaboradores, são um exemplo da nossa cultura de engagement», refere Susana Medeiros.

Proximidade e comunicação no dia-a-dia das equipas

Um dos elementos mais frequentemente associados à cultura da Cofidis Portugal, e reconhecido pelos colaboradores nos comentários do estudo GPTW, é a «proximidade entre as equipas e lideranças». Para Susana Medeiros, «este princípio não se limita a uma declaração de intenções», sendo concretizado através de práticas quotidianas, que promovem a comunicação aberta e a transparência.

«Com regularidade, os colaboradores participam em surveys e espaços de diálogo, onde a sua opinião é escutada e influencia a vida da empresa», reforça Susana Medeiros. Segundo a mesma, esta postura contribui para tornar a estratégia mais próxima «traduzindo-se num forte alinhamento entre todos. Permite que as pessoas compreendam o propósito e as prioridades da empresa, focando-se em objectivos comuns.»

Manter a ligação num modelo de trabalho híbrido

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A generalização de modelos de trabalho híbridos trouxe novos desafios à gestão das equipas e à comunicação interna. Na Cofidis Portugal, a resposta passa pela combinação de ferramentas digitais com os momentos presenciais. Além dos habituais dias da equipa, reuniões de follow-up, acções de formação, entre outros, a empresa promove os momentos “Pop- -Up” e as “Little Experiences” que «favorecem o convívio e a partilha. São descontraídos e acontecem nas instalações da empresa, aproximando as pessoas», explica Susana Medeiros.

«O modelo híbrido trouxe novas formas de trabalhar e também novas exigências na forma como mantemos as equipas informadas, envolvidas e ligadas entre si», reconhece Susana Medeiros.

Para responder a este contexto, a Cofidis Portugal aposta numa comunicação interna multicanal, apoiada em plataformas digitais. Os colaboradores encontram no Espaço Cofidiz, intranet da empresa, toda a informação de que necessitam para a sua actividade diária. No site News, as novidades do Grupo e das suas filiais estão à distância de um clique e a COM.UNITY, rede social corporativa é, essencialmente, um espaço de engagement com comunidades dinamizadas pelas várias equipas onde partilham as suas experiências. «É também nesta plataforma que Comunicação Interna promove passatempos e iniciativas ligadas ao “lado B” dos colaboradores, como as sessões de teatro da nossa Escola de Artes de Palco ou os espetáculos da nossa banda ‘People2People’» acrescenta a responsável.

«Este equilíbrio entre tecnologia e contacto humano é essencial para garantirmos que, mesmo num contexto híbrido, as pessoas continuam a sentir-se parte de um projecto comum», sublinha.

Preparar as equipas para a transformação

Num sector fortemente impactado pela digitalização e por novas exigências regulatórias, a capacitação das equipas assume um papel determinante. A Cofidis procura responder a este desafio através de programas de formação contínua, partilha de conhecimento e envolvimento das equipas em projectos de inovação.

«A transformação que atravessa o sector financeiro exige uma aprendizagem contínua e uma grande capacidade de adaptação», afirma Susana Medeiros.

Neste processo, a comunicação interna assume um papel relevante, ajudando a enquadrar as mudanças estratégicas e a clarificar prioridades. «Quando as pessoas compreendem o “porquê” das transformações, tornam-se agentes activos dessa mudança», acrescenta.

«Com o programa de inovação e de aculturação digital NEXT, promovemos talks e workshops sobre temas actuais como a Inteligência Artificial, sessões de awareness sobre questões ligadas, por exemplo, à Cibersegurança, que contribuem para prepararmos o futuro da Cofidis.» explica Susana Medeiros.

A organização incentiva igualmente a inovação a partir das próprias equipas, promovendo uma cultura onde a experimentação e a melhoria contínua são valorizadas. Projectos internos e grupos de trabalho multidisciplinares permitem transformar ideias em iniciativas concretas, reforçando a autonomia e o contributo dos colaboradores.

Escuta activa e sentido de propósito

Outro ponto importante da estratégia da empresa passa pela escuta activa dos colaboradores. A Cofidis Portugal recorre a diferentes mecanismos para recolher feedback, incluindo inquéritos internos, fóruns de discussão e canais digitais de participação.

«A escuta activa é um dos pilares da comunicação interna na Cofidis», refere Susana Medeiros, acrescentando que o feedback recolhido é posteriormente integrado em planos de acção destinados a melhorar práticas e processos internos.

Para além da dimensão interna, a organização tem também reforçado iniciativas de literacia financeira e impacto social, que contribuem para reforçar o sentido de propósito entre os colaboradores.

«Quando os colaboradores reconhecem esse impacto, o orgulho de pertença tende a reforçar-se, porque percebem que fazem parte de um projecto com significado», afirma. Nos próximos anos, a ambição passa por continuar a consolidar os pilares culturais que sustentam a organização. «Mais do que preservar o reconhecimento alcançado, a ambição é continuar a evoluir enquanto organização onde cada colaborador se sente valorizado, envolvido e parte integrante da construção do futuro da Cofidis», conclui Susana Medeiros.

Este artigo foi publicado na edição de Março (nº. 183) da Revista da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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