Riscos do teletrabalho levam 90% das PME portuguesas a investir em formação em cibersegurança

A consolidação do teletrabalho e dos modelos híbridos, bem como a crescente digitalização dos processos empresariais, transformaram profundamente a forma como as empresas gerem hoje os riscos digitais. E este cenário tem levado muitas empresas portuguesas a reforçar a preparação das suas equipas num panorama que conta com ameaças cibernéticas de crescente complexidade e recorrência

Margarida Lopes
9 de Abril 2026 | 12:50
Riscos do teletrabalho levam 90% das PME portuguesas a investir em formação em cibersegurança

De acordo com o Relatório de Ciberpreparação da Hiscox, 90% das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) portuguesas inquiridas afirma ter investido em formação adicional em cibersegurança para colaboradores em trabalho remoto, com o objetivo de reduzir o risco de ciberataques associado à descentralização dos postos de trabalho.

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Dados do mesmo estudo revelam que as organizações têm vindo a reconhecer que a segurança informática depende não apenas de soluções tecnológicas, mas essencialmente da capacidade dos colaboradores para identificar, prevenir e responder a potenciais ameaças.

E neste contexto, a actualização dos programas de formação em cibersegurança dirigidos aos colaboradores foi referida por 74% das empresas como a medida prioritária para reforçar a sua ciber-resiliência. Seguiram-se o investimento em software e soluções tecnológicas de segurança, indicado por 64% das empresas, e a contratação de profissionais adicionais especializados na gestão da cibersegurança, mencionada por 61% das organizações.

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Não obstante, e apesar do reforço das estratégias de prevenção, a capacidade de resposta a incidentes continua a representar um desafio relevante para muitas organizações. Segundo o relatório, 99% das empresas deste estudo consideram que uma maior consciencialização e compreensão das ameaças poderia melhorar significativamente o tempo de reação a ciberataques.

Em concreto, 68% das organizações acredita que um melhor conhecimento prévio das ameaças potenciais antes de ocorrerem ataques permitiria acelerar a resposta aos mesmos, enquanto que cerca de 61% considera igualmente necessário melhorar a capacidade dos colaboradores para reconhecer os sinais de um ataque no momento em que este acontece.

Além disso, 56% das empresas aponta ainda a necessidade de clarificar os processos de reporte de incidentes, para garantir que os ataques são comunicados rapidamente às equipas responsáveis, e 44% refere que uma liderança mais decisiva durante uma crise poderia contribuir para uma gestão mais eficaz dos incidentes.

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