A COVID-19 e os desafios do recrutamento para 2020

Margarida Lopes
9 de Junho 2020 | 08:55

Como o recrutamento se deve adaptar à pandemia do coronavírus.

 

Contudo, o coronavírus passou de um surto para uma pandemia global generalizada. O público em geral está a confinar-se nas suas casas e isto significa dificuldades para negócios e instituições de todos os sectores.

A taxa de emprego (que atingiu máximos históricos no final de 2019) deve cair nos próximos meses. Algumas empresas estão a pensar em suspender os seus processos de contratação até que a situação melhore.

Em vez de entrarem em pânico ou de verem o recrutamento e o emprego como algo destinado ao fracasso, os empregadores devem pensar em formas de assegurar que os seus escritórios e possíveis colaboradores estão a salvo da ameaça da COVID-19.

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Existem três pontos que empregadores e colaboradores devem ter em conta:

  1. A ameaça do coronavírus não significa que ninguém está a contratar ou que os candidatos não estão activamente à procura de vagas
  2. Temos os meios para preparar e proteger as pessoas no local de trabalho.
  3. Podem facilmente fazer com que o trabalho e o fluxo de recrutamento sejam digitais.

 

Tornar o recrutamento digital
É verdade que uma pandemia global é uma razão suficientemente boa para hesitar. Contudo, compreender como a ameaça se propaga e como as pessoas contraem o vírus pode ajudar a preparar melhor o processo de recrutamento.

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É possível que estejam à procura de candidatos online. Quer usem redes sociais, portais de emprego, software avançado de recrutamento e selecção ou outro qualquer software, esta fase do processo não tem de mudar. Há pouco contacto com o candidato para lá de chamadas telefónicas e emails.

 

A entrevista
As entrevistas digitais são uma vitória absoluta nesta situação. Não só se protegem a vocês, aos vossos colaboradores e aos candidatos, como também demonstram aos possíveis colaboradores um procedimento de flexibilidade.

Pedir aos candidatos para que a entrevista seja feita remotamente, a partir de uma localização pessoal ou familiar, é um conceito naturalmente bem recebido. Na verdade, com a situação da COVID-19, o gesto por si só fará com que queiram ainda mais trabalhar para a vossa empresa.

 

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O candidato
Depois da fase da entrevista, o contacto com o candidato pode ir para lá do mundo digital. Nesta altura, os empregadores devem temer que a doença atinja o candidato no primeiro dia de trabalho.

Mas as perguntas na entrevista podem ser aqui a solução. Perguntem ao candidato se se tem mantido resguardado. É importante notar que o que descrevemos aqui é válido desde que não viole ou vá contra as leis e regulações locais. Se há a suspeita de que um candidato foi exposto à COVID-19, uma quarentena voluntária é altamente recomendada.

A situação é diferente para as agências de recrutamento. Como normalmente gerem grandes bases de dados de candidatos, devem pensar em usar um sistema de monitorização.

 

O modelo
O modo como os colaboradores se motivam mutuamente num escritório é um factor importante para a produtividade. É um facto psicológico simples – adoptamos e demonstramos características semelhantes aos nossos colegas. É esta a principal razão por que os empregadores evitam o modelo de trabalho remoto.

Por outro lado, se estão a contratar durante uma pandemia de COVID-19, faz sentido adoptar este modelo, tanto para novos colaboradores como para os actuais. Na verdade, visto que este surto tem sido perturbador, o melhor é oferecer trabalho remoto aos candidatos e colaboradores, sempre que possível.

Este modelo é uma opção perfeitamente válida para manter as operações a funcionar durante esta crise. Considerem talvez um software com funções de boas-vindas e recepção para ajudar a monitorizar e avaliar o desempenho do candidato durante o processo de trabalho remoto.

 

As lacunas no talento
As lacunas no talento são um desafio global recorrente há anos. Os empregadores têm lidado com esta questão de melhor forma que podem, contratando e formando colaboradores que ainda não têm conhecimentos ou competências para a posição.

A própria solução é admirável, apesar de exigir bastante mais tempo e esforço para que estes candidatos estejam actualizados. Embora a pandemia vá provavelmente dificultar um pouco a pesquisa pelo talento certo, também nos dá a possibilidade de considerar um recrutamento global.

A maioria das pessoas evitará viajar num futuro próximo, e o talento de que precisam pode estar do outro lado do mundo. Estar abertos a um modelo de trabalho remoto a longa distância pode ajudar-vos a criar a equipa que sempre desejaram; o talento certo para a vaga certa.

Quando os computadores foram desenvolvidos pela primeira vez e a internet começou a dar os primeiros passos, todos previram o trabalho remoto como resultado final. Agora, temos um mundo totalmente digital à nossa disposição. Dependendo do cargo, é possível estarmos ausentes do escritório para cumprirmos todas as nossas tarefas.

 

A preparação é essencial
Quer mais situações em que há trabalho remoto, quer não, é importante lembrar que o surto global não é tão assustador para umas pessoas como é para outras. Criem uma cultura de práticas higiénicas no trabalho onde os colaboradores mantêm o seu bem-estar (através do uso regular de antisséptico para as mãos, contacto físico limitado como apertos de mão, ter noção do seu bem-estar físico, entre outros).

Mesmo que não queiram arriscar uma contratação até tudo estar terminado, podem ainda assim preparar-se para tal. Tornem o recrutamento digital, aproveitem as reuniões virtuais, estabeleçam ligações online e mantenham diálogos com talentos promissores para futuras colocações.

A pandemia de COVID-19 acabará por passar, embora não saibamos quando. Mas sabemos que o recrutamento não tem de ficar suspenso até esta crise passar. Na verdade, quando este surto terminar, os empregadores terão pouco tempo para contratar e para se posicionarem para a próxima fase de crescimento.

 

Fonte: manatal.com

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