Boomers, uma geração de transformação!

Human Resources
7 de Agosto 2025 | 10:59
Boomers, uma geração de transformação!

Por António Saraiva, Business Development manager_ISQ Academy

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A geração Baby Boomer, ou simplesmente Boomers (pessoas nascidas entre 1946 e 1964), como se depreende pelas datas inicia-se com o fim da Segunda Guerra Mundial, e é um período marcado por um aumento significativo da taxa de natalidade. É a geração que acolhe as grandes transformações sociais e tecnológicas, como a Guerra Fria, o movimento hippie e o advento da televisão, para além do que se tem experienciado até aos dias de hoje, incluindo a Inteligência Artificial.

Se muitas destas pessoas já se encontram na reforma, estima-se uma grande avalanche de reformas nos próximos cinco anos. Valorizam a estabilidade, tanto financeira quanto profissional, e são conhecidos pela sua dedicação ao trabalho e à família. Podem parecer ser mais resistentes a novas tecnologias e tendências, mas globalmente é a geração da grande adaptabilidade, mesmo digital.

Convém realçar que representam uma grande parcela da população e que têm um impacto significativo na economia, até pelo peso que ainda representam em muitos cargos de liderança e da experiência muito diversificada que foram vivendo, sobretudo impactada por muitas transformações. São, ainda, um forte alvo para campanhas de marketing, já que muitos apresentam uma significativa estabilidade financeira, construída ao longo da vida.

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Neste momento, muitas preocupações surgem relativamente aos Boomers. Relativamente aos mais idosos as respostas sociais, para os que têm menores posses, não se apresentam ou em número suficiente, ou com as melhores condições para quem tanto contribuiu em momentos decisivos. Relativamente aos mais novos, começam a surgir fortes preocupações de como substituir esta fatia de talento, sobretudo relevada não só pela experiência, mas por um conhecimento muito sólido. São muito poucas as organizações que capitalizaram esta geração para uma gestão de conhecimento efectiva.

Logicamente, existe a tendência para se afirmar que as gerações seguintes resolverão, até porque estarão muito mais bem preparadas tecnologicamente. Existe aqui um pequeno adicional: é que as taxas de natalidade têm decrescido, além de desafios mais globais que levam a uma mobilidade intensa pelo mundo fora. Tudo isto acarreta um forte pressão sobre os negócios e sobre serviços essenciais como a Saúde e Educação. Não será por acaso que hoje se solicitam a médicos e professores que se mantenham no activo, para além da idade legal da reforma. E de tal forma que já se oferecem incentivos especiais.

Há sempre dois problemas reais, nas organizações e nos Estados: a capacidade de antecipação dos problemas e um planeamento efectivo. Perante isto atacam-se os problemas com medidas avulsas e facilitistas. Quem pode legislar vai adiando a idade de reforma, até por preocupações de sustentabilidade da Segurança Social. As organizações… muitas delas, vão fazendo navegação à vista! Ou esquecem o legado e negoceiam saídas antecipadas, para poderem acomodar mais cedo gerações mais jovens, ou, percebem que o melhor é manter um equilíbrio geracional. Mas, neste particular, só mais recentemente esta consciência está em progressão.

E as pessoas? Verdadeiramente pretendem manter-se activas. Mas com políticas que lhes permitam ter maior flexibilidade. Os Boomers são uma geração que prezam a família, e gostam de ser avós, por exemplo. São sensíveis ao voluntariado, e querem estar disponíveis para acções de cariz social. São, ainda, amantes do bem-estar, e gostam de se dedicar a tarefas que potenciem o seu conforto. Como alguém diria: “Depois de décadas a construir o mundo, é hora de o explorar sem despertador”.

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