A criatividade desempenha um papel primordial na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nomeadamente para a construção partilhada de soluções. Foi com isto em mente que organizou um “Hackathon 100% Colaborativo”, contribuindo, ao mesmo tempo, para aproximar os colaboradores.
Por Sandra M. Pinto
A criatividade tem um papel fundamental em qualquer organização. Para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) não é excepção. Apesar do trabalho importante e sério que os colaboradores da organização desenvolvem no seu dia-a-dia em prol de quem mais precisa, a SCML acredita que o estímulo deste tipo de competências, que não são inatas, é de extrema importância.
Inês Sequeira, directora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa afirma que a «SCML enfrenta muitos desafios no desenvolvimento de respostas sociais para os públicos vulneráveis, desafios esses que são muito diversos e em constante alteração», sendo «fundamental ter colaboradores capacitados e envolvidos na resolução desses desafios».
«Numa organização com mais de 520 anos, que tem como missão promover o bem-estar e qualidade de vida das pessoas, a inovação é fundamental para promover novas soluções e respostas a desafios que estão em constante mudança», reforça.
Hackathon 100% Colaborativo
É com base nesta filosofia que surge o Hackathon 100% Colaborativo, uma organização da SCML em parceria com o IPAV – Instituto Padre António Vieira. O evento consistiu numa “maratona” de trabalho com a duração de 24 horas, que teve como objectivo estimular a criatividade e a relação colaborativa entre os colaboradores da instituição. Durante este período, os participantes na iniciativa foram desafiados a trabalhar – integrados em equipas interdisciplinares – no desenvolvimento de soluções inovadoras, capazes de responder aos desafios propostos.
Como esclarece Inês Sequeira, este projecto «surgiu da vontade e empenho da SCML em encontrar novas soluções para questões ligadas a três áreas importantes para a organização: empregabilidade, saúde mental e habitação».
Desta forma, o evento foi concebido para dar oportunidade aos colaboradores da SCML de expressarem as suas ideias e projectos, desenvolverem as suas competências e novas dinâmicas de trabalho em equipa, conhecerem outros colegas e serviços e participarem numa iniciativa original, num ambiente de trabalho descontraído e estimulante, como é o da Casa do Impacto, onde se realizou o projecto. Outro aliciante foi o prémio entregue às equipas vencedoras em cada eixo temático: uma viagem ao Future Fest, em Londres, um festival ligado à inovação e tendências de futuro.
O Hackathon 100% Colaborativo foi desenvolvido pelo Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da SCML, que trabalha em três eixos principais: empreendedorismo social – destacando-se o trabalho desenvolvido pela Casa do Impacto (o hub de empreendedorismo e inovação social da Santa Casa, inaugurado no ano passado, e que já conta com mais de 200 residentes e 34 projectos de impacto incubados) –; investimento social, onde existe um investimento em projectos de inovação social e impacto, através da utilização de mecanismos financeiros do Portugal Inovação Social; e inovação social, onde se insere, por exemplo, o Hackathon 100% Colaborativo.
Assumindo a forma de maratona, os participantes deste hackathon trabalharam em equipa para resolver problemas, de forma criativa. «Embora os hackathons se realizem habitualmente no domínio da programação informática, podem não envolver tecnologia», refere a responsável, explicando que «estes eventos têm uma duração variável, entre um dia e uma semana, e reúnem colaboradores de uma instituição ou empresa, numa lógica de trabalho dinâmico, e em equipa, que tem como objectivo desenvolver ideias e soluções inovadoras em torno de temas concretos e aplicáveis ao quotidiano de intervenção da instituição ou empresa.»
Leia o artigo na íntegra na edição de Janeiro da Human Resources.














