Apenas 4% dos cargos de CEO e 12% dos lugares de administração das 500 maiores empresas do mundo são ocupados por mulheres. Por isso, impõe-se a pergunta: o que se pode fazer para aumentar estes números de forma sustentável?
Rudi Symons, head of talent and culture na agência de meios Maxus para a região da Europa, Médio Oriente e África, parte do seu próprio exemplo, na HR Magazine britânica, para explicar que muitas mulheres, quando confrontadas com uma nova oportunidade, questionam-se não só acerca da sua preparação para o novo cargo, mas também se é moralmente aceitável aceitar um convite devido às circunstâncias da vida pessoal e familiar – o caso mais típico é o da gravidez.
Por isso, Symons defende que a vida pessoal não se deveria intrometer no processo de recrutamento e que as mulheres têm o direito a viver num mundo onde podem ser transparentes em relação às escolhas de vida que tomam sabendo que vão ser igualmente aceites sem quaisquer questões ou dúvidas.
Em Abril deste ano, a empresa Maxus laçou o programa “Walk to Talk”, onde, durante dois dias, 210 mulheres seniores de três regiões diferentes se juntaram para identificar o que as torna mais poderosas enquanto líderes femininas e o que as pode atrasar nesta corrida. Symons conta que, durante esta experiência, percebeu que é necessária uma alteração cultural profunda para que a equidade real seja alcançada – e isto é o que pode contribuir para que essa mudança se torne realidade:
Utilizar os dados em bruto
É necessário iniciar todo o processo com um claro”porquê”: é sabido que as empresas que possuem um terço ou mais de cargos de administração ocupados por mulheres são até 52% mais rentáveis – isto pode-se explicar através de um melhor equilíbrio entre energia e diversidade.
Coração e coragem
Lindsay Pattison, CEO da Maxus global, é um dos raros exemplos de mulheres a ocupar cargos de tal importância. Rudi Symons defende que que a ambição da CEO em fazer a diferença, e assistir à sua presença num palco, em cada evento, a falar sobre a sua experiência, é muito poderoso em relação à confiança e influência.
Apoio do investimento apropriado
A equidade não pode ser alcançada numa hora no interior de uma sala de reuniões. No caso da Maxus, houve um grande investimento no “Walk the Talk” – outra prova que a vontade e a disposição do Conselho de Administração são decisivas. É muito importante retirar os participantes do seu quotidiano e disponibilizar espaço para que sejam criativos e que pensem mais alto.
Dar seguimento às políticas
Mesmo o programa de equidade mais inspirador do mundo não cria as alterações necessárias se não for apoiado por políticas progressivas que promovam a opção de escolha, segundo a opinião de Symons. Exemplo disso, foi o facto de, três meses depois do “Walk the Talk”, terem ocorrido 15 promoções seniores e de as mulheres da empresa um pouco por todo o mundo se terem sentido mais confiantes, ambiciosas e conectadas do que nunca.













