É este o segredo das empresas felizes e lucrativas

Sabe quantos dos seus colaboradores se sentem sozinhos? E sabe quanto talento está a desperdiçar por ignorar esse problema? Promover as relações laborais podem ajudá-lo a reter talento e a ter mais lucro. 

 

Um estudo de 2015 elaborado pela Imperative, em parceria com a Universidade de Nova Iorque, concluiu que 49% dos profissionais não têm relacionamentos significativos nos empregos. E isso não se deve ao facto de estarmos sozinhos – pelo contrário. Britt Andreatta, CEO da Andreatta Consulting, estima que a esmagadora maioria (90%) dos funcionários gaste, pelo menos, um terço do seu tempo a trabalhar em equipa.

Aaron Hurst, co-fundador e CEO da Imperative e fundador da Fundação Taproot, vai mais longe. É que, «este vazio nos relacionamentos não está só a prejudicar as empresas e carreiras. Está a matar-nos».

Olhando para dados da Associação Americana de Psicologia, o stress crónico está actualmente associado a algumas das principais causas de morte: doenças cardíacas, cancro, dificuldades respiratórias, cirrose hepática e suicídio. Mais: cerca de 75% das consultas médicas já são relacionadas com o esgotamento profissional.

«Qual era a chave para a sobrevivência há dois milhões de anos?», questiona Hurst. «Não era a nossa força ou a velocidade, mas sim a nossa inteligência e capacidade de trabalhar em grupo», afirma, sublinhando que «somos uma espécie social e os nossos cérebros evoluíram para nos encorajar a estabelecer ligações».

Quando sentimos uma verdadeira ligação com alguém, o nosso cérebro liberta oxitocina, uma hormona responsável por uma sensação de bem-estar e sociabilidade, utilizada frequentemente para induzir o parto.

Para o responsável, as relações laborais «aumentam a nossa imunidade e auto-estima, geram empatia e confiança, tornam-nos mais adaptáveis, inspiram-nos a querer ser a melhor versão de nós mesmos e são a base para a realização pessoal no trabalho». E também nos tornam mais resilientes. «Servem como um amortecedor que diminui o impacto do stress e da ansiedade», diz.

Por tudo isto, o futuro do trabalho traduz-se numa equação simples: técnica e relações. «No local de trabalho, as relações são mais importantes do que nunca», destaca, fazendo notar que estamos a viver um período de transformação na cultura das organizações para modelos de equipas em rede mais ágeis.

De acordo com Aaron Hurst, é preciso partilhar momentos, ter conversas significativas e abraçar o propósito da organização para construir ligações humanas no trabalho.

Num momento de escassez de talento, refere ainda que as relações que se estabelecem nos empregos são vitais para reter colaboradores. De acordo com a Workplace Trends, as pessoas sentem-se 60% mais dispostas a permanecer numa empresa se tiverem mais amigos.

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