O investimento empresarial em termos nominais deverá aumentar 4,9% este ano, o que compara com a previsão inicial de aumento de 3,5% no inquérito de Outubro de 2020 sobre as intenções para 2021. Os dados são do Inquérito de Conjuntura ao Investimento de Abril de 2021, divulgado esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os resultados deste inquérito apontam ainda para um decréscimo nominal de 13,6% do investimento em 2020, traduzindo também uma revisão em alta face ao resultado apurado no inquérito de Outubro (-16,3%).
De acordo com o inquérito, relativamente a 2021, o aumento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deve-se principalmente aos contributos positivos de 5,9 pontos percentuais (p.p.) das empresas do quarto escalão (mais de 500 pessoas ao serviço), em resultado de uma variação de 14,6%, e de 2,4 p.p. das empresas do terceiro escalão (entre 250 e 499 pessoas ao serviço), com um aumento de 15,0% do investimento.
Em sentido oposto, as empresas do primeiro escalão (menos de 50 pessoas ao serviço) apresentaram um contributo negativo de 3,5 p.p., reflectindo uma contração do investimento empresarial de 16,2%.
Entre 2020 e 2021 prevê-se um aumento do peso relativo da dificuldade em contratar pessoal qualificado e uma redução do peso relativo da insuficiência da capacidade produtiva.














