Liderar é como andar de avião!

Flávia Brito
27 de Abril 2016 | 08:15
Liderar é como andar de avião!

A diferença entre andar de bicicleta e andar de avião está na possibilidade de se aprender a andar de bicicleta uma vez para sempre! Para andar de avião é sempre necessário estar muito atento a todas as instruções de segurança…

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Por Pedro Ramos, administrador da Groundforce

Caros líderes, “bem-vindos a bordo!” bem podia ser a mensagem de abertura desta viagem rumo à excelência na liderança…

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Antes de iniciarmos esta grande viagem, convém tomarmos nota de todas as instruções de segurança. Assim…

Os cintos de segurança deverão estar sempre apertados quando se está sentado e quando os sinais de apertar os cintos estão accionados… Esta é uma mensagem clara para que os líderes se preparem para todas as eventualidades no que respeita aos ataques internos e externos que a sua equipa vai estar sujeita ao longo de todo o processo. Quer dizer… viagem! A turbulência pode surgir mesmo dentro da própria equipa – o desafio de liderar pessoas… – ou a partir do exterior, factores como a erosão dos tempos e dos negócios, os ventos fortes da concorrência e dos mercados podem a qualquer momento fazer abanar as equipas e as empresas… Um cinto de segurança ajustado (a cada momento) e sempre apertado representa uma permanente atitude de cautela aos sinais e atenção aos desafios emergentes…

A máscara de oxigénio significa a necessidade de “ar puro”, não contaminado, que o líder precisa para manter a sua lucidez, frescura, matéria essencial para a oxigenação dos seus pensamentos e acções. Curioso é que da mesma forma como no avião, o líder deve primeiro colocar a sua máscara de oxigênio e só depois ajudar os outros a colocarem as suas… É verdade! O líder precisa alimentar-se de ar fresco para poder ser fonte de frescura e energia para os outros que dependem da sua acção e que estão (por perto) à sua volta.

Continue a ler após a publicidade

O colete de salvação, dentro da bolsa azul, debaixo das cadeiras é o instrumento de proteção individual de que os líderes necessitam para se preparem para as eventualidades de terem de abandonar o avião. Os coletes exigem a determinação de se soprar para os fazer encher, mas sobretudo a determinação de os colocar correctamente no momento certo [e muito poderíamos dizer sobre os momentos certos para o fazer…] de saltar, de abandonar a zona de conforto, e partir rumo ao imprevisto, ao desconhecido, mas com o equipamento adequado para poder interagir com os desafios exteriores. O colete de salvação, ao poder ser usado como boia, pode induzir no líder a esperança de que depois de uma grande turbulência, um grande desafio poderá seguir-se uma acalmia, mares menos perigosos, onde poderá ser possível interagir, actuar conducente à plena salvação da equipa e o atingimento do objectivo pretendido.

Convém estar sempre atento à localização das portas de emergência [estejam à frente, atrás ou sobre as asas…], portas assinaladas com luzes ao longo dos corredores… Trata-se de conhecer bem o espaço físico e psicológico onde as equipas se movimentam. Assinalar a porta da saída pode não ser simpático, mas muitas vezes a determinação e assertividade do líder é vital para a promoção e manutenção da coesão da equipa. As portas de emergência sugerem saídas, sempre existentes, para as situações mais desafiadoras que possam surgir e que impliquem respostas das equipas. Caminhos assinalados são produto de um planeamento cuidado, de propostas alternativas, de desenhos conseguidos de processos de apropriação da própria equipa.

Continue a ler após a publicidade

E o facto de todas as instruções de segurança dadas poderem ser complementadas com a leitura do folheto existente na parte da frente das cadeiras, significa que existem regras claras, estruturadas e estruturantes, para a equipa poder actuar, existir e até sobreviver. As regras sempre presentes, mesmo quando não necessitam de estar a ser lidas, comuns a todos os membros, são facilitadoras da criação de climas e processos de trabalho desafiadores e estimulantes que levam ao comprometimento de todos os membros com o líder e vice-versa. Comprometer e comprometer-se faz parte das mensagens básicas de sobrevivência do líder e das suas equipas.

Continue a ler após a publicidade

E só falta mesmo um conselho final antes de descolar… Desligar todos os equipamentos electrónicos, endireitar as mesas e cadeiras e relaxar… pois estamos em “boas mãos”… Estes equipamentos electrónicos não poderiam ser mais semelhantes a ideias pré-concebidas e mensagens que podem influenciar negativamente o estabelecimento de um clima onde a confiança deverá ter pleno lugar… Confiar no líder, na sua liderança, mas também confiar nos membros de uma equipa que tem um único objectivo – chegar ao destino final cumprindo padrões e níveis de serviço e satisfação – onde o reconhecimento tem um papel essencial, sustentado e consequente só pode materializar-se numa enorme emoção conjunta de à chegada poder celebrar-se a conquista de um novo carimbo no passaporte de toda uma equipa!

E agora chegou o momento… “atenção tripulação, preparar take-off” rumo à excelência na liderança!

Boas viagens!

Continue a ler após a publicidade
Partilhar


Mais Notícias