New Creativity: Criar emoção e recordações

A New Creativity nasceu sob a premissa de que em tempos de crise há sempre oportunidades. A agência que traz sangue novo ao mercado dos eventos, tem destes uma visão muito própria, a qual não só os vai diferenciar, como vai proporcionar uma experiência única, fazendo com que sejam recordados.

Em Julho de 2020, em plena pandeia, nascia a New Creativity. Nuno Simões, fundador e CEO da agência, acredita que, «em tempos de crise, o mercado exige mudança, as marcas e empresas querem fazer diferente, desejam captar novos clientes em novos canais e de forma criativa». Apostou assim num projecto baseado no compromisso, rigor, ética e criatividade, e assente em três pilares: paixão, entrega e diversão.

O que distingue a New creativity no mercado onde opera?
A New Creativity é uma agência de comunicação 360º que norteia a sua actividade com base na proximidade, confiança, criatividade e no propósito de fazer sempre melhor. O facto de sermos uma agência que nasceu no meio de uma pandemia permite-nos ter uma estrutura flexível que nos aproxima dos clientes e com uma resposta rápida e mais competitiva economicamente. Pretendemos ser uma extensão do departamento de marketing, comunicação, comercial e de recursos humanos. Serviços 360º, um só account com uma equipa multidisciplinar e experiente trabalham em projectos de diversas áreas com um único objectivo: o sucesso e a satisfação dos nossos clientes.

 

O que é que diferencia um evento corporativo interno?
Principalmente o seu público. O público interno é mais exigente, mais crítico e deve ser o primeiro a ser envolvido e conquistado.

 

Até que ponto é importante ter um conceito próprio?
É fundamental. Todos os eventos têm um objectivo, um propósito e um público alvo e algo a comunicar, e é com base neste mix de elementos que deve ser desenvolvido um conceito. Conceito este que é aplicado em todos os elementos do storytelling do evento, desde a imagem gráfica da cenografia, aos convites, aos temas em discussão – se falarmos de uma conferência –, ao host, à farda dos promotores, ao gift para convidados e participantes, sem esquecer as actividades de engagement ou de team building envolvidas. Todos os detalhes são pensados cuidadosamente e têm de estar alinhados com o conceito criado para o evento.

 

Na base do sucesso está o alinhamento com aquilo que a empresa pretende?
Sem dúvida. É fundamental estar alinhado, cumprir e superar as expectativas. Tudo deve ser desenvolvido com base no briefing recebido e discutido em conjunto. É essencial rever o objectivo do evento, o público-alvo e analisar qual a melhor dinâmica a seguir. Em alguns casos, o cliente até já tem uma agenda definida, algumas ideias de naming para o evento ou alguns oradores identificados. Porém, quer estejamos perante a presença de alguns caminhos orientadores ou não, a nossa metodologia de trabalho assenta na proximidade e no trabalho conjunto e colaborativo entre agência e cliente, pois acreditamos que só assim é possível criar casos de sucesso, experiências e eventos memoráveis.

 

Além disso que outros factores levam ao sucesso de um evento?
Para além do conceito que já falámos destaco o planeamento e a mitigação de imprevistos. Num evento só há um take, não dá para repetir, logo o planeamento – que deve incluir a existência de guiões escritos, partilhados e ensaiados, o material técnico revisto e testado com antecedência, o ensaio geral – é um aspecto crucial. E com um bom planeamento mitigamos a ocorrência de imprevistos. A propósito da importância do planeamento e do ensaio recordo um evento digital que produzimos, recentemente, que teve o Herman José como host, em que no final do evento o Herman partilhou comigo que «foi fundamental termos feito o ensaio geral ontem.

Por vezes, neste tipo de evento e por questões de agenda, não faço ensaio com a equipa geral, mas neste caso ainda bem que o fizemos, pois foi importante na vertente humana e para que os colaboradores se sentissem confortáveis nos papéis que lhes foram atribuídos».

 

Qual a importância de envolver os colaboradores nas diferentes fases?
Considero fundamental, principalmente num evento interno porque se trata de um evento “deles e para eles”. Envolver colaboradores, formar uma equipa de “comissão organizadora” – preferencialmente a mais heterogénea possível –, permite criar envolvimento, proximidade, responsabiliza os colaboradores e ainda promove uma “competição saudável”. É quase garantido que no fim do evento já haja voluntários para organizar e participar no próximo evento! Na nossa experiência temos ainda descoberto alguns talentos para apresentadores e temos podido constactar a dedicação e o empenho que os colaboradores colocam em cada evento.

 

Que desafios surgiram com a pandemia?
O distanciamento e o teletrabalho foram, sem dúvida, as grandes barreiras à comunicação entre colaboradores. Ficou ainda mais acentuada a necessidade de as empresas e líderes estarem mais próximos dos seus colaboradores e de incrementarem a sua motivação.

 

De que forma os ultrapassaram?
Alguns eventos tiveram que ser realizados de forma 100% digital, acontecendo remotamente, sem recurso a estúdio, devido a políticas internas de algumas empresas.

 

Criar emoção e gerar proximidade são os alicerces de um evento?
Diria que criar emoção e recordações são os nossos grandes objectivos num evento. Citando a Maya Angelou, “people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them feel”, espelha bem a forma como vemos os eventos.

 

Quais as mais-valias de trabalhar com uma agência como a New Creativity?
As mais valias passam pelo empenho, dedicação, foco no resultado e experiência da equipa, premissas que contribuem para o sucesso de um evento. Não criamos eventos, criamos emoções e memórias.

 

Olhando para o médio-longo prazo como perspectiva o futuro dos eventos?
Eventos híbridos, com maior alcance de público, eventos à escala global. Se antes eram só locais passam a ser sem fronteiras. Eventos com maior detalhe, com níveis de produção cada vez mais elevados, quer ao nível do equipamento como da tecnologia e técnicas a usar. Uma experiência mais próxima de televisão e até mesmo da televisão em que é possível escolher o que se quer ver no exacto momento.

 

E que tendências identifica?
A coexistência de eventos presenciais e digitais permitirá experiências mais interactivas e imersivas, onde além de contarem uma história farão com que os seus participantes sejam também actores dessa mesma história. Eventos ainda mais sustentáveis, com preocupações não só ambientais como também sociais.

 

Esta entrevista faz parte do Caderno Especial “Team building e Eventos internos” na edição de Agosto (n.º 128) da Human Resources nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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