O programa da Corticeira Amorim que une as equipas e reforça o compromisso comum

Human Resources com Lusa
10 de Novembro 2025 | 10:10

Na Corticeira Amorim, a segurança tornou-se um compromisso partilhado. Com o programa Juntos Pela Segurança, cada colaborador assume um papel activo na construção de uma cultura de cuidado, união e prevenção.

 

Por Tânia Reis

 

O programa Juntos Pela Segurança nasceu com uma ambição clara: colocar as pessoas no centro da segurança. «Mais do que procedimentos, queremos promover uma cultura em que cada gesto conta e em que todos se sintam parte activa na prevenção», realça José Gândara, responsável de Segurança da Corticeira Amorim. Longe de ser apenas um conjunto de procedimentos, assenta em três pilares essenciais – compromisso, responsabilidade e participação – e traduz a convicção da empresa de cortiça de que a segurança não é apenas uma obrigação, é uma forma de cuidar de cada um e dos outros.

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A decisão de lançar este programa surgiu num momento de viragem. Apesar da evolução positiva dos indicadores de sinistralidade, reflectindo o esforço contínuo na melhoria das condições de segurança, a organização sentiu que era tempo de ir além das normas, estatísticas e resultados operacionais. «Queríamos falar de segurança de forma mais humana, reforçando a ligação entre os valores da empresa e o dia-a-dia de quem trabalha connosco», partilhou, acrescentando que, conscientes de que «a verdadeira mudança só acontece quando as pessoas se sentem parte dela», foi essa força motriz que levou à criação de um «programa que inspira, envolve e dá voz a todos».

Um dos maiores desafios foi precisamente envolver todos os colaboradores, «garantindo que cada pessoa, independentemente da função, se sentisse parte activa deste movimento», recorda o responsável. Para isso, o programa foi desenvolvido totalmente em formato presencial, de modo a criar momentos de proximidade, partilha e reflexão conjunta. «A energia e o entusiasmo dos facilitadores internos foram determinantes para transformar cada sessão numa experiência viva, em que a segurança se discutiu de forma aberta, participada e inspiradora». E foi «esse contacto humano que fez a diferença e que continua a dar força ao programa no dia-a-dia», acredita.

Para Alexandra Godinho, directora de Recursos Humanos, o programa é também uma iniciativa de desenvolvimento humano. «A segurança é uma expressão concreta dos valores da Corticeira Amorim, reflecte o orgulho e a ambição de alcançar ambientes de trabalho cada vez mais seguros». Valoriza comportamentos, reforça competências e promove o sentimento de pertença, pilares centrais da estratégia de Gestão de Pessoas da empresa de Santa Maria da Feira.

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Um dos objectivos estratégicos foi envolver os jovens quadros em projectos de natureza mais transversal e menos funcional, dando a conhecer uma realidade de operações por vezes distante do seu trabalho do dia-a-dia. Assim, todos eles foram convidados a participar no desenvolvimento do programa, com o intuito de «envolvê-los como promotores da mudança da cultura de segurança», conta a gestora. Aposta certeira, já que «a sua juventude e energia trouxeram força e dinamismo às sessões», e a participação no programa «permitiu-lhes ganhar um novo sentido de pertença à organização, fortalecendo o compromisso colectivo com a segurança». Estes facilitadores participaram numa formação prévia, que combinou conteúdos técnicos e comportamentais.

 

Emoção, aprendizagem e propósito
Esta transformação contou com um apoio externo importante, da My Change. A escolha deste parceiro «foi natural», diz Alexandra Godinho. «Partilham connosco a visão de que a mudança começa nas pessoas.» A experiência da consultora em transformação cultural e gestão da mudança foi determinante para transformar uma ideia em algo prático e, ao mesmo tempo, inspirador. «Juntos, desenhámos um programa que combina emoção, aprendizagem e propósito», assegura.

Enquanto a Corticeira Amorim garantiu formação específica em segurança, reforçando conhecimentos essenciais para o programa, a My Change assegurou formação em técnicas de facilitação, liderança e comunicação, descreve a directora e Pessoas. «Mais do que aprender a conduzir sessões, os jovens quadros foram preparados para ouvir, envolver e motivar, tornando-se verdadeiros embaixadores da cultura de segurança.»

Antes do lançamento do programa, foram realizadas diversas sessões-piloto que envolveram colaboradores, lideranças e equipas de segurança, para compreender diferentes perspectivas e identificar as preocupações de todos os envolvidos. Sessões essas que foram fundamentais para «afinar o programa de desenvolvimento do learning map, garantindo que os conteúdos e as dinâmicas reflectissem a realidade da empresa e, ao mesmo tempo, fossem relevantes e adequadas» para todos os colaboradores, revela José Gândara. O resultado foi um «programa feito com e para as pessoas», onde cada contributo ajudou a construir uma abordagem mais próxima, relevante e alinhada com a cultura da empresa.

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Leia o artigo na íntegra na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources, nas bancas.

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