Por que falham as equipas?

Leonor Martins
30 de Novembro 2018 | 08:00

A maior parte dos líderes, 80%, segundo um estudo recente, não conseguirá atingir a estratégia que definiu para as suas equipas e, na sua maioria, isso não acontecerá por causa de uma falha no planeamento.

 

Por Chris McChesney e Jim Huling

 

É provável que os líderes estejam a dar os últimos toques na estratégia para 2019. E, como acontece à maioria, estão encantados com a visão para o próximo ano – objectivos atingidos, equipas envolvidas, clientes satisfeitos e sucesso recompensado.

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Embora esta visão pareça um filme de Steven Spielberg, queremos dar o conselho de um antigo campeão de pesos-pesados: “Todas as pessoas têm um plano até serem atingidas em cheio na cara.”

Após trabalharmos com milhares de líderes e equipas em todo o tipo de sector, e em escolas e agências governamentais de todo o mundo, eis o que aprendemos: o maior desafio não é decidir o que fazer. O maior desafio é fazer com que as pessoas executam o plano com o nível de excelência necessário.

 

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A nossa experiência mostrou que existem quatro razões principais por que as equipas não conseguem executar:

1 – Têm objectivos importantes a mais

Basicamente, quanto mais tentamos fazer, menos fazemos. Se estamos actualmente a tentar executar cinco, 10 ou até 20 objectivos importantes para além das operações do dia-a-dia, a equipa não se consegue concentrar. É por isso que o primeiro desafio é focar num (ou, no máximo, dois) objectivos realmente importantes, em vez de tentar melhorar significativamente tudo ao mesmo tempo. Esta é a disciplina do enfoque.

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2 – Esperam boas métricas tardias (resultados) em vez de estimularem métricas de orientação (comportamentos).

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As métricas tardias são as directrizes de avaliação do objectivo realmente importante e, normalmente, são as mais desejadas. Receitas, lucros, quota de mercado e satisfação do cliente são métricas tardias, o que significa que quando as recebemos, o desempenho que as estimulou já está no passado. É por isso que esta é uma fase de esperança.

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3 – Têm um quadro de resultados feito para os líderes, não para os “jogadores”

As pessoas agem de forma diferente quando há um quadro de resultados. Contudo, a verdade disto é revelada de forma mais clara com uma alteração: as pessoas agem de forma diferente quando seguem o quadro de resultados. Não é quando os chefes as obrigam a fazê-lo.

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4 – Não apontam dedos uns aos outros

A maioria das equipas vê a responsabilização como algo reactivo e negativo. “Venha falar comigo daqui a uma hora; precisamos de ter uma sessão de responsabilização” é uma frase que não augura nada de bom.

Mas o que estamos a descrever aqui é um tipo particular de responsabilização, a que é criada quando uma equipa se encontra todas as semanas para responder à pergunta “Fizemos o que tínhamos dito uns aos outros que íamos fazer?” Quando a resposta é sim, quando os membros da equipa vêem os seus pares a cumprirem consistentemente os seus objectivos, ganham respeito uns pelos outros. Percebem que as pessoas com quem trabalham são fiáveis. Quando isto acontece, o desempenho melhora drasticamente.

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Leia o artigo na íntegra na edição de Novembro da Human Resources, nas bancas.

Chris McChesney é líder de práticas globais e de prática de execução e Jim Huling é managing consultant da FranklinCovey. Escreveram em conjunto “The 4 Disciplines of Execution: Achieving Your Wildly Important Goals”.

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