Portugueses e europeus mais optimistas

Titiana Barroso
9 de Abril 2018 | 11:45

Há um maior clima de optimismo entre os europeus. O emprego revela uma melhoria na sua conjuntura, com alguns países a registar taxas de desemprego residuais.

 

Para Portugal, antecipa-se uma taxa de desemprego de 8,3% quase menos um ponto percentual, em relação a 2017. Em 2019, prevê-se o valor de 7,6%.

Em território nacional, prevê-se que o PIB cresça 2,1%, valor superior ao 1,6% previsto para o crescimento da média europeia. As estatísticas mostram que a Roménia cresce mais visivelmente, com 4,4%, e o Reino Unido, pelos efeitos do Brexit, de forma mais reduzida – apenas 1,3%.

A classificação média atribuída pelos consumidores nacionais à situação de Portugal regista, pela primeira vez em alguns anos, uma média positiva, fixada em 5,4, numa escala de 1 a 10. Os portugueses registam um maior crescimento, mais 0,8 pontos face ao ano passado.

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Os 17 países europeus presentes no estudo do Observador Cetelem Consumo 2018 mostram uma evolução favorável no sentimento de optimismo quanto à situação nacional. E este ano, atinge mesmo um valor positivo face a períodos anteriores – 5,2 pontos de média, mais 0,3 que no passado e mais 0,4 face a 2016.

Os portugueses seguem a tendência, após um período de forte depressão. Atingem os 5,4, valor acima da média europeia, mais 0,8 pontos que no ano passado e já muito distante dos 3,5 pontos registados em 2016.

Já os millennials nacionais avaliam a situação em 5,2, um valor um pouco inferior ao registo nacional no seu todo (0,2 pontos). Apesar da Geração Y portuguesa fugir à tendência, é possível afirmar que na grande maioria dos países europeus os millennials consideram-se bastante optimistas; se a média geral entre os inquiridos do estudo é de 5,2 pontos, os valores dos millennials chegam aos 5,6.

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Situação pessoal cada vez melhor

Quanto à situação pessoal, a classificação da generalidade dos portugueses é de 5,6 pontos, valor acima de 2017 – já então positivo, 5,1 – depois de um período negativo que motivou, por exemplo, os 4,6 pontos de 2016. Ainda assim neste caso a média europeia é ligeiramente superior e chegará aos 5,7 pontos.

Entre os millennials nacionais os resultados apontam para um sentimento mais positivo que a média nacional de inquiridos, pois chega aos 5,7 pontos. Este optimismo com a situação pessoal é comum aos millennials europeus, pois o estudo aponta para uma média de 6,1 pontos (mais 0,4 pontos que o registado no estudo).

Quanto ao aumento do poder de compra, 7 em cada 10 europeus considera que o seu poder de compra se manteve estável ou aumentou, um valor igual também entre os consumidores portugueses. Contudo, para 31% dos inquiridos no estudo, o poder de compra decaiu em comparação com anos anteriores.

O bom estado de saúde de economia pessoal prolonga-se nas intenções de compra que levam a que 47% dos europeus ambicionem aumentar o consumo durante o próximo ano. 33% dos portugueses também concordam com esta afirmação, à semelhança do que aconteceu em 2017.

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Em termos de poupança, as intenções são também bastante acentuadas, sendo que 45% dos europeus e 60% dos portugueses pretende economizar mais, confirmando o desejo de reconstruir as poupanças pessoais.

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