10 tendências que vão marcar o sector da saúde em 2025

Margarida Lopes
25 de Janeiro 2021 | 08:35

Uma maior percepção dos riscos de saúde, a colaboração e partilha de dados, assim como a aceleração no ritmo e escala da transformação tecnológica e digitalização em todo o ecossistema da saúde, impulsionados pela COVID-19, irão marcar o futuro dos sectores de saúde e life sciences. A conclusão é do estudo Life Sciences & Health Care Predictions da Deloitte.

 

De acordo com o estudo, a pandemia terá como legado uma nova forma de relacionamento baseada em parcerias e maior nível de colaboração e confiança, bem como uma mudança de paradigma como foco na prevenção da doença, necessidade de redução das desigualdades no acesso à saúde e promoção do envelhecimento saudável.

Estas mudanças potenciam novos comportamentos em saúde, novos modelos de operação e de financiamento, colaboração mais efectiva entre os diversos agentes e novos serviços por parte de incumbentes e de novos operadores do sector, tornando todo o ecossistema de saúde mais resiliente.

O estudo da Deloitte, que contém previsões para 2025, concentra-se nas principais mudanças ocorridas nos últimos anos e, em particular, na aceleração da transformação observada durante 2020.

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As dez previsões do relatório identificam que, em cinco anos, estaremos num mundo em que os países beneficiarão de informação proveniente de várias fontes de dados e usarão sistemas avançados de processamento de imagens e outras tecnologias de diagnóstico e telesaúde para fornecer tratamentos direcionados e mais precisos.

A Deloitte antevê que, em 2025, as pessoas terão um melhor autoconhecimento de como o seu sistema imunológico e comportamentos afectam a saúde e a possibilidade de ter um melhor envelhecimento. O estudo identifica exemplos inovadores, já hoje existentes, que permitem vislumbrar o quão próximo estamos dessa realidade e a perspetiva de um sistema de saúde mais preditivo, preventivo, personalizado e participativo.

Cada previsão do Life Sciences & Health Care Predictions da Deloitte é concretizada por previsões de como pacientes, empresas de saúde e life sciences e as suas equipas podem agir e operar neste novo mundo pós COVID-19. O relatório destaca as seguintes tendências:

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1. Dos cuidados de saúde ao envelhecimento saudável – As pessoas são incentivadas a assumir a responsabilidade pelas suas próprias escolhas de saúde e de estilo de vida;

 

2. Melhor saúde pública aumenta a produtividade pública – Um sistema de saúde público resiliente protege as pessoas, previne doenças e prolonga a esperança média de vida saudável;

 

3. Médicos mais capacitados por paradigmas de diagnóstico e tratamento – Genómica e Inteligência Artificial estão a criar uma medicina mais preditiva, preventiva, personalizada e participativa (4 P’s);

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4. Quem, o quê e onde? O trabalho re-arquitectado – Os profissionais de saúde, auxiliados pela tecnologia e pela aprendizagem ao longo da sua vida, transformaram as suas formas de trabalhar;

 

5. Os cuidados são centrados nas pessoas, não em lugares – Modelos de cuidados integrados estão a prestar cuidados centrados no paciente e mais acessíveis, eficientes e económicos;

 

6. MedTech e IoMT (Internet of Medical Things) são impulsionadores cruciais de cuidados baseados em valor – Os dados conectados de dispositivos médicos permitem a gestão da saúde da população;

 

7. A indústria reverteu o declínio no retorno associado à I&D – Tecnologias avançadas de Inteligência Artificial aceleraram a descoberta de medicamentos e testes clínicos, melhorando a eficiência e eficácia e reduzindo custos;

 

8. Supply Chains de última geração são integradas na prestação de cuidados de saúde e na experiência do paciente – Convergência de processos clínicos, comerciais e de produção em rede através de cadeias de valor baseadas em dados;

 

9. Organizações de saúde e life sciences priorizam a descarbonização –Organizações estão focadas em serem negócios sustentáveis e responsáveis;

 

10. Clusters de entidades em parceria aceleram a inovação – A confiança e a colaboração estão a remover os limites tradicionais e a redefinir os modelos operacionais para um ecossistema de saúde mais eficaz.

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