A maioria das empresas vai encorajar vacinação dos colaboradores. Mas apenas 8% a vão exigir para o regresso ao trabalho presencial

Margarida Lopes
23 de Fevereiro 2021 | 15:31

Um inquérito da Gartner revela que 71% das organizações pretende incentivar os seus colaboradores a serem vacinados contra a COVID-19, mas não fazer com que esse seja um requisito obrigatório para o regresso ao escritório. Apenas 8% planeia exigir que os trabalhadores sejam vacinados antes de voltarem ao escritório.

 

«Vacinação obrigatória é uma decisão complexa do ponto de vista legal», afirma Chris Audet, senior director da divisão de Legal & Compliance da Gartner. «Qualquer decisão de obrigação será dependente da necessidade do negócio e deve contemplar excepções. Em alguns casos, requerer a vacina pode ser uma decisão estratégica para criar uma vantagem comparativa para a organização», explica o responsável.

O estudo mostra também que que 61% dos líderes inquiridos pretende providenciar recursos aos seus colaboradores sobre onde e como obter a vacina. Além disso, cerca de metade quer criar uma campanha de comunicação interna sobre os benefícios da vacina e/ou subsídio para assegurar parte dos custos – embora a vacina seja gratuita nos EUA, alguns centros estão a cobrar a sua administração.

De acordo com o estudo, a maioria das organizações não considera a possibilidade de vacinação obrigatória dos seus colaboradores porque há vários obstáculos, nomeadamente em termos de privacidade dos dados.

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Ter registos de quem já foi vacinado ou não poderá ser uma tarefa mais simples, mas, ainda assim, 53% dos inquiridos não planeia fazer essa monitorização. Por outro lado, 6% planeia perguntar aos colaboradores se já foram vacinados.

O estudo indica ainda que as organizações não esperam um regresso ao trabalho igual ao pré-pandemia. Mesmo com a administração das vacinas, mais de metade dos inquiridos acredita que menos de 50% dos seus trabalhadores vão querer voltar ao escritório.

E apenas 9% acredita que entre 76-100% dos seus colaboradores vão querer regressar ao escritório. O “novo normal” poderá, por isso, ser uma força de trabalho híbrida, o que obrigará os responsáveis das empresas a repensar políticas e modelos operacionais.

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«Muitas das mudanças que pareciam temporárias tornaram-se formas estabelecidas de trabalhar. E é crucial garantir que as políticas e os procedimentos legais implementados no início da pandemia são adequados para o longo prazo», alerta Chris Audet.

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