Um terço dos colaboradores defende que o ideal é trabalhar dois dias no escritório

Margarida Lopes
27 de Agosto 2021 | 16:10

Um estudo com mais de 2000 profissionais da consultora global de recrutamento, Robert Walters mostra que o número ideal de dias para se trabalhar no escritório é dois, de acordo com 32% dos entrevistados na Europa.

Os motivos apontados são poder realizar reuniões presenciais (52%), maior foco no bem-estar (35%), trabalho mais colaborativo (33%) e maior interacção social com os colegas (32%)

Já 22% dos entrevistados preferem não ir ao escritório e manter-se 100% em teletrabalho e 32% rejeitariam um oferta de emprego, caso tivessem de trabalhar mais de 80% da semana presencialmente no escritório.

Deslocações (80%), horário flexível (68%) e melhor balanço entre vida pessoal e profissional (63%) são os principais motivos pelos profissionais estarem dispostos a abrir mão do dia-a-dia no escritório.

O estudo indica que apenas 3% dos entrevistados afirmam que gostariam de voltar ao antigo normal e ir ao escritório cinco vezes na semana e quase 10% ainda afirmam que recusariam uma oferta de emprego que fosse 100% remota.

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Os motivos apontados são a interacção social que o ambiente de escritório proporciona (73%), reuniões presenciais e interacção social com os colegas (42%), ter a opção de ir ao escritório quando tiver vontade (31%) e o facto do ambiente de escritório poder oferecer uma progressão maior na carreira (26%)

O mesmo estudo revela ainda que 60% dos entrevistados afirmam que foram mais produtivos a trabalhar em casa do que no escritório, e o principal motivo é a distracção que o ambiente de escritório pode trazer (67%).

Com o teletrabalho a ser uma opção para a maioria dos profissionais há mais de um ano, muitos deles usaram este momento de forma positiva e decidiram alavancar suas competências. Pouco menos da metade dos entrevistados acreditam que suas competências actuais ainda serão relevantes em cinco anos (41%) enquanto 10% acreditam que precisam de investir nessa melhoria com o passar dos anos.

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Para aqueles que querem se aprimorar, mas ainda não o fizeram, os principais motivos são o facto de precisarem de fazer isso no seu tempo livre (fora das horas de trabalho) (52%), o custo financeiro (43%) e não ter a garantia de que esse investimento vai realmente trazer uma progressão de carreira maior (17%).

Como um resultado das barreiras de se aprimorarem para o futuro, os profissionais portugueses demonstram pouca vontade de mudar de trabalho no próximo ano (5%) – com a maioria a decidir seguir com a mesma profissão, mas a trocar de empregador assim que tiver uma oportunidade (42%) ou permanecer na mesma função com a mesma empresa (50%).

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