Há nove cursos no Ensino Superior onde o último a entrar tem mais de 19 valores. Sabe quais são?

Sandra M. Pinto
14 de Outubro 2021 | 10:45
Há nove cursos no Ensino Superior onde o último a entrar tem mais de 19 valores. Sabe quais são?

Na segunda fase de acesso ao Ensino Superior houve nove cursos onde o último aluno a entrar teve uma média superior a 19 valores, uma lista agora liderada por Medicina, da Universidade do Porto.

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Nesta 2.º fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), apenas 40% dos candidatos conseguiu uma vaga numa universidade ou instituto politécnico: num universo de quase 23 mil candidatos, entraram pouco mais de nove mil.

Com muito menos vagas disponíveis e muitos cursos com notas de acesso bastante elevadas, 281 estudantes conseguiram um lugar num dos cursos com elevado nível de excelência de candidatos.

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Segundo uma análise feita pela Lusa, houve nove cursos onde o último a entrar teve uma média superior a 19 valores.

No curso de Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade Porto, o último aluno a entrar nesta 2.º fase (entraram dois) teve uma média de 19,52 valores, seguindo-se Engenharia Aeroespacial da Universidade de Aveiro, onde nesta segunda fase entrou apenas um aluno com uma média de 19,48.

Na lista seguem-se o curso de Medicina, da Universidade do Minho (U.Minho), que passa a ter mais um aluno com média de 19,27, e o de Engenharia e Gestão Industrial (U.Porto), onde entraram agora cinco candidatos. Neste curso da Universidade do Porto, o aluno com média mais baixa tem 19,25 valores.

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Acima dos 19 valores aparecem ainda os cursos de Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico, Medicina (U.Coimbra), Engenharia e Gestão Industrial (Instituto Politécnico do Porto), Design de Comunicação (U. Porto) e Engenharia Física Tecnológica (da U.Lisboa), este último com média de 19,13 valores.

Existem outros 24 cursos onde só conseguiram chegar alunos com uma média acima de 18 valores e outros 68 cursos onde foi precisa uma média de pelo menos 17 valores.

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Nos cursos com elevado nível de excelência de candidatos as vagas ficaram todas ocupadas. Apenas os cursos com menos procura mantiveram vagas por preencher, que seguem agora para a 3.º fase.

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Concluída a 2.ª fase, sobraram apenas 4.441 vagas para os próximos concursos. A maioria dos cursos ficou sem vagas: Em pouco mais de mil cursos, apenas 212 continuam com vagas por preencher, enquanto os restantes 857 cursos ficaram sem qualquer lugar disponível.

Cabe a cada instituição de ensino superior decidir sobre a abertura da terceira fase do concurso, sendo que as vagas podem ser em número igual ou inferior às que sobraram agora, acrescidas daquelas que não venham a ser ocupadas pelos estudantes que não realizem a matrícula e inscrição.

Os dados mostram que voltam a ser os cursos nos institutos politécnicos, como Bragança, Guarda e Castelo Branco, os que apresentam neste momento mais vagas, e os cursos de engenharia os que ficaram com mais lugares por preencher.

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Os primeiros 40 cursos com mais vagas disponíveis são todos em institutos politécnicos, à exceção do curso de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, da Universidade de Coimbra, que surge neste grupo, com 45 vagas sobrantes.

Apenas um curso surge com média negativa. É Agronomia, da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde o último aluno a entrar teve uma média de 9,6 valores.

As vagas colocadas a concurso na 3.º fase serão divulgadas a 21 de outubro no site da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt), seguindo-se depois a candidatura entre 21 e 25 de outubro.

 

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