COVID-19: Empresas condenam “insensibilidade discriminatória” das medidas e exigem compensações

Human Resources com Lusa
23 de Dezembro 2021 | 15:10
COVID-19: Empresas condenam “insensibilidade discriminatória” das medidas e exigem compensações

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) condenou hoje a «insensibilidade discriminatória e mal fundamentada» das novas medidas anunciadas pelo Governo e exige compensação para todas as perdas que vierem a ocorrer.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Em comunicado, a CPPME sublinha que as novas medidas de contenção da pandemia COVID-19 anunciadas terça-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, «vêm mais uma vez demonstrar a falta de sensibilidade do Governo relativamente às micro, pequenas e médias empresas, não se percebendo os critérios para tal discriminação».

A confederação refere que no caso das creches e dos ATL, que têm de encerrar as suas portas entre 27 de Dezembro e 9 de Janeiro, «ficou por explicar objectivamente quem vai financiar tal fecho e quem vai suportar os salários dos pais» que vão ter de ficar em casa com os filhos.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

«Será que vão atribuir tal responsabilidade, outra vez, às mensalidades dos agregados familiares que têm os filhos nessas instituições ou às empresas que ficam privadas de clientes e de trabalhadore(a)s, ainda que o estado assuma uma parte ou lhes pague alguns dos custos fixos?», questiona a CPPME.

Relativamente às discotecas e bares, que também vão ter de encerrar a partir de dia 25 de Dezembro, a Confederação considera ser «mais do mesmo, sem a mínima consideração por estes estabelecimentos».

A CPPME lembra que estes estabelecimentos já sofreram enormes prejuízos e «não é pagando mal, e com atrasos significativos, os custos fixos calculados segundo métodos completamente desajustados da realidade, que se ajuda as empresas a fazerem face às suas reais dificuldades económicas e financeiras».

Continue a ler após a publicidade

A confederação diz também não compreender que «estas empresas, devidamente apetrechadas de condições de salvaguarda sanitária, sejam discriminadas relativamente a centros comerciais, hipermercados e supermercados, que aglomeram multidões durante o dia todo, sem o cumprimento das exigências que os bares e discotecas há muito conseguem garantir».

«Por outro lado, não sendo desta vez encerrados, voltam a hotelaria, o alojamento local e a restauração a ficar debaixo da suspeita de serem antros de contaminação COVID-19, impondo-lhes o governo a exigência de testagem negativa a todos os clientes, no momento em que a capacidade de testagem existente no privado está totalmente esgotada e o estado se pôs de fora de todo esse processo», refere a CPPME.

Continue a ler após a publicidade

Quanto aos artistas, os agentes culturais e recreativos, a CPPME considera que mais uma vez perdem uma época alta de actividade.

Continue a ler após a publicidade

O Governo aprovou na terça-feira um conjunto de medidas para controlar a pandemia COVID-19, tendo em conta a ameaça da nova variante Ómicron, que pode ser responsável por cerca de 90% das infecções no final do ano.

Entre as medidas anunciadas estão a antecipação do período durante o qual o teletrabalho é obrigatório, determinando que este regime vigora a partir das 00h00 do dia 25 de Dezembro, e o encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL), que estava previsto para a «semana de contenção» entre 3 e 9 de Janeiro.

O encerramento de discotecas e bares com espaço de dança que o Governo definiu para o território continental na primeira semana de Janeiro vai ser também antecipado, entrando em vigor a partir das 00h00 de sábado e prevendo apoios às empresas.

Continue a ler após a publicidade

Passa a ser obrigatório um teste negativo para o acesso a hotéis e estabelecimentos de alojamento local a partir das 00h00 de 25 de Dezembro, assim como para eventos empresariais e ainda festas familiares, como casamentos ou baptizados.

O acesso a eventos desportivos e culturais dependerá também da apresentação de teste negativo ao coronavírus, independentemente do número de espectadores.

Partilhar


Mais Notícias