União Europeia destina 1,5 mil milhões de euros para ajuda humanitária em 2022

Human Resources com Lusa
17 de Janeiro 2022 | 17:20
União Europeia destina 1,5 mil milhões de euros para ajuda humanitária em 2022

A Comissão Europeia adoptou hoje o seu orçamento anual para ajuda humanitária em 2022, num total de 1,5 mil milhões de euros, principalmente atribuídos a crises humanitárias na África Subsaariana, Médio Oriente e Norte de África.

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«Para ajudar os mais afetados a nível mundial, a Comissão adoptou o seu orçamento humanitário anual inicial de 1,5 mil milhões de euros para 2022», anunciou hoje a instituição em comunicado.

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Assinalando que «as crises humanitárias em todo o mundo continuam a aumentar», o executivo comunitário apontou que, «embora os conflitos e a violência sejam a fonte de grandes necessidades humanitárias, a situação está a ser cada vez mais agravada por catástrofes naturais, tais como secas ou inundações, alimentadas pelas alterações climáticas e pela degradação ambiental».

Em concreto, a maior fatia da ajuda humanitária da UE este ano, num total de 469 milhões de euros, será alocada à África Subsaariana para apoiar as vítimas da crise alimentar e nutricional exacerbada pelo conflito no Sahel (Burkina Faso, Mali, Mauritânia, e Níger) e os deslocados pela violência na República Centro Africana, na bacia do Lago Chade (Chade, Camarões e Nigéria), no Sul do Sudão e no Corno de África (Djibuti, Etiópia, Quénia e Etiópia).

Esta verba também visa responder às «necessidades das populações afetadas pelo conflito a longo prazo na República Democrática do Congo», acrescenta a instituição.

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Seguem-se 351 milhões de euros de financiamento humanitário para o Médio Oriente e o Norte de África, de forma a «fazer face à crise na Síria, bem como às necessidades dos refugiados nos países vizinhos do Médio Oriente, bem como à situação crítica no Iémen».

Também previstos estão 188 milhões de euros para ajudar as populações mais vulneráveis da Ásia e da América Latina, incluindo as crises do Afeganistão e da etnia rohingya (Bangladesh e Myanamar) e na Venezuela e na Colômbia, bem como no Haiti.

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Outros 152 milhões de euros visam financiar projetos no Sudeste da Europa e nos países vizinhos da Europa, para fazer face às crises na Ucrânia, nos Balcãs Ocidentais e no Cáucaso, bem como aos efeitos da crise da Síria, nomeadamente na Turquia.

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«Os restantes 370 milhões de euros serão utilizados para crises imprevistas ou picos súbitos em crises existentes, bem como para outras operações», adiantou Bruxelas, assinalando que o financiamento ajudará ainda «populações vulneráveis em países propensos a catástrofes a melhor prepararem-se para vários perigos naturais, tais como inundações, incêndios florestais, terramotos, e ciclones».

Citado pela nota, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarčič, afirmou que «as necessidades humanitárias estão a um nível sem precedentes e continuam a crescer».

«Isto deve-se sobretudo a conflitos, mas cada vez mais a desafios globais como as alterações climáticas e a COVID-19. O nosso financiamento humanitário permitirá que a UE faça a sua parte e continue a salvar vidas e a cobrir as necessidades básicas das populações afectadas», referiu ainda o responsável.

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A União Europeia presta, desde 1992, ajuda humanitária a mais de 110 países, apoiando todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo.

A assistência da UE é prestada estritamente através de organizações humanitárias parceiras.

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