Assessment: Fit or Add? – O que procura quando está a avaliar os colaboradores?

Human Resources
15 de Julho 2022 | 21:00
Assessment: Fit or Add? – O que procura quando está a avaliar os colaboradores?

Não é novidade que a realidade do trabalho mudou, o efeito destes anos de pandemia trouxe-nos um maior foco no equilíbrio da vida pessoal com a vida profissional, e uma maior vontade em trabalhar em organizações que nos permitam maior flexibilidade.

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Por Diana Santos, Career consultant da Mercer Portugal

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Coincidindo com esta mudança de mindset, pela primeira vez na história, temos a coexistência de 4 gerações no local de trabalho, o que traz desafios do ponto de vista da gestão de expectativas, motivações e conhecimentos.

Todas estas alterações de comportamento, de ambiente e de gerações não podem ser independentes da forma como olhamos para a atracção e retenção de pessoas/talentos, avaliamos competências e gerimos a cultura de uma empresa. Passamos de uma era em que o foco estava na procura por conhecimento e competências, que fossem semelhantes ao que já existia dentro das equipas e das empresas, para uma era em que as empresas se devem interrogar: queremos que os colaboradores sejam fit ou add?

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Uma fonte de informação muito utilizada para conhecer as pessoas que se irão juntar, ou que já fazem parte de uma empresa, são os Assessments de competências e motivações. Com estas ferramentas é possível conhecer aquilo que são os comportamentos que os colaboradores têm desenvolvidos em si e quais poderão desenvolver, numa lógica de obter dados para a gestão de carreiras, mas também para proporcionar oportunidades de desenvolvimento e crescimento comportamental.

Tipicamente, um Assessment procura comportamentos que são valorizados numa empresa e que, na verdade, é expectável que a maior parte das pessoas os demonstre, de forma a garantir um alinhamento com as equipas, com a forma de gestão do negócio e com a cultura da empresa. Não obstante, esta vontade e expectativa por parte dos empregadores, parece cada vez menos viável que, numa força de trabalho que conjuga 4 gerações diferentes, se continue a procurar uniformizar comportamentos.

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A diversidade é essencial para que o negócio seja bem-sucedido, equilibrado e acima de tudo inovador, sendo esta a chave para se pensar onde estamos e para onde queremos evoluir, colmatando os desafios inerentes ao mundo em transformação acelerada, capitalizando e diminuindo o gap de competências sentido por esta transformação.

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Podemos, hoje, contar com pessoas dos 20 aos 60 anos nas mesmas equipas, para terem ideias e energias equilibradas quando se propõem a fazer algo e que, essencialmente, se complementam naquilo que são as suas características, comportamentos e conhecimentos. O foco dos Assessments deve estar na diferença entre as pessoas e não na sua semelhança. Essa diferença faz fit com a cultura e os valores da organização e, em simultâneo, traz-nos a diversidade, que é a fonte de sucesso para dar resposta ao mundo rápido, inovador e volátil com que nos deparamos actualmente.

Construímos culturas organizacionais à volta de comportamentos, temos modelos de competências que nos ajudam a perceber de que forma podemos avaliar e desenvolver as nossas pessoas, e todo este sistema permite-nos construir uma forma de estar e de pensar que é típica e característica da organização em que nos incluímos. E, por isso, é relevante que se avaliem competências de forma a termos colaboradores que façam fit nessa cultura que é tão relevante para um sistema social de uma empresa, dentro daquilo que é a particularidade e individualidade de cada um.

Mais do que adicionar às equipas competências que estas já possuem, devemos trabalhar a avaliação de competências e o desenvolvimento dos nossos colaboradores de forma a que sintam que são únicos, que adicionam valor, e sem nunca deixarem de sentir que têm espaço para a sua autenticidade, que estão em casa, com a liberdade de pensamento e expressão necessárias para esse efeito.

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Fica o desafio, utilizemos as técnicas comprovadas e medidas de Assessment para privilegiar a diversidade, conhecer e integrar diferentes formas de pensar e agir.

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