Universidades querem criar uma carreira de investigação e celebrar contratos com 1200 investigadores

Margarida Lopes
21 de Junho 2023 | 14:40

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas – CRUP defende a criação de uma carreira de investigação própria no interior das universidades, ou das suas unidades de investigação, financiada por uma dotação própria do Orçamento do Estado para cada instituição.

 

No parecer enviado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sobre o “Mecanismo de Apoio ao Desenvolvimento de Actividades de I&D”, o CRUP reclama «mais responsabilidades e mais recursos para as universidades», reclamando que seja atribuída a elas «e às unidades de investigação contratantes uma dotação orçamental consignada a emprego científico, que lhes permita celebrar contratos por tempo indeterminado a partir do actual número de posições [investigadores], cerca de 1200».

Neste documento, enviado no início de Junho à ministra Elvira Fortunato e ao secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Teixeira, «as universidades propõem que parte do financiamento que suporta a actividade dos investigadores apoiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia – FCT passe a ser transferido e regularmente integrado no orçamento das universidades».

O montante específico para cada universidade passaria a ser definido por contratos programa a celebrar entre o Governo e as instituições, as quais se comprometerão a aplicar aquelas verbas no reforço do emprego científico e da atividade científica que promovem. «Este financiamento deve ser gerador de condições de sustentabilidade futura, devendo assegurar o acesso futuro às carreiras docente e de investigação por parte das gerações mais jovens», escreve o CRUP no seu parecer.

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