De marca em segunda mão ou low-cost novo? Mais de 80% dos portugueses prefere este último

Margarida Lopes
29 de Julho 2023 | 12:00

Segundo o Observador do Consumo Low-Cost 2023, um estudo realizado pelo Cetelem, marca do BNP Paribas Personal Finance, 62% dos europeus afirmam preferir comprar um produto novo low-cost do que um “produto de marca” em segunda mão.

A nível geográfico, a tendência é mais notória nos países do sul da Europa – Portugal (82%), Espanha (77%) e Itália (75%), sendo também mais vincada em termos etários entre os consumidores mais velhos (65%), com idades entre os 50 e 75 anos.

Para esta escolha contribui o facto de os portugueses terem actualmente uma imagem satisfatória do mercado low-cost, atribuindo-lhe uma avaliação média de 6,8 pontos em 10 (vs 6,5 em média europeia), o que mostra, por um lado, que este já não é rejeitado; e por outro, que também ainda não é elogiado, existindo margem para melhorar.

Esta impressão de um sentimento “misto” evidencia-se também quando atentamos aos pormenores e aos valores associados ao conceito low-cost.

As questões éticas, como o respeito pelo ambiente e pelos direitos humanos e laborais fazem hoje parte do conjunto de critérios que os consumidores têm em conta antes de fazerem qualquer aquisição. Na compra de produtos ou serviços low-cost o processo não é diferente, com muitos a levarem em consideração estas variáveis.

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Neste contexto, 58% dos consumidores acreditam que as empresas low-cost respeitam os direitos humanos, 55% referem que estão em sintonia com os seus próprios valores e 53% que se desenvolvem respeitando o ambiente ou pagando aos fornecedores e trabalhadores de forma justa. Já no que respeita a produtos e serviços de baixo custo, 51% consideram que as empresas são transparentes em relação às matérias-primas utilizadas.

No entanto, apenas um em cada 10 destes consumidores afirmam ter a certeza de que estas entidades cumprem totalmente com estes critérios, com os restantes a indicarem que cumprirão parcialmente. Por outro lado, cerca de metade dos consumidores inquiridos afirmam que estes produtos e serviços têm impacto ambiental (50%) e social (44%) negativo.

Esta avaliação do mercado do low-cost, apesar não ser muito negativa, aparenta assinalar que os consumidores acreditam haver espaço para uma evolução deste mercado, adoptando práticas mais coerentes com as actuais tendências, expectativas e preocupações.

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