Quantos dias têm as mulheres de trabalhar a mais para ganhar o mesmo que os homens?

Sabia que no próximo domingo, dia 6 de Março, assinala-se o Dia Nacional da Igualdade Salarial? Para marcar esta data, a CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) divulgou alguns dados que revelam as principais diferenças entre o que ganham as mulheres e o que ganham os homens.

Em Portugal, segundo dados do GEE/ME, de 2013, as mulheres ganham, em média, menos 17,9% do que os homens. O dia 6 de Março marca o número de dias extra que as mulheres teriam que trabalhar num ano para atingirem o mesmo salário que os homens ganharam no ano anterior. Para conseguirem ganhar o mesmo que os homens ganharam em 2014, as mulheres, em Portugal, teriam de trabalhar em 2015 mais 65 dias. Já aos homens bastaria começar a trabalhar apenas nesse dia, para haver igualdade salarial em 2015.

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Os dados relativos aos Quadros de Pessoal de 2013, referentes à população trabalhadora por conta de outrem a tempo completo, mostram que a diferença salarial entre homens e mulheres continua a existir, auferindo as mulheres 82,1% da remuneração média mensal de base dos homens.

Tendo em conta os níveis de habilitação, verifica-se que o diferencial salarial entre mulheres e homens aumenta conforme vai aumentando a escolaridade, sendo menor no nível de habilitação do 3.º ciclo do ensino básico (20,1% na remuneração média mensal de base) do que no nível de habilitação correspondente à licenciatura (29,2% na remuneração média mensal base)

A desigualdade salarial entre mulheres e homens é também, em grande medida, tanto maior quanto mais elevado o nível de qualificação. Esta desigualdade é particularmente acentuada no nível de qualificação “Quadros superiores”, no qual as mulheres auferem menos 26,4% do que os homens, em termos de remuneração média mensal de base. Nos níveis de qualificação mais baixos, essa proporção é menor, como por exemplo, no nível “Praticantes e aprendizes” (5,2% em termos de remuneração média mensal de base) e no nível “Profissionais não qualificados” (11,8% em termos de remuneração média mensal de base.

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