Carreiras e salários têm de ser revistos, alertam municípios. Áreas especializadas como carpinteiros, electricistas ou mecânicos desapareceram

Margarida Lopes
23 de Julho 2025 | 12:50
Carreiras e salários têm de ser revistos, alertam municípios. Áreas especializadas como carpinteiros, electricistas ou mecânicos desapareceram

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) defendeu uma revisão das carreiras e das condições remuneratórias dos funcionários da administração local, alertando para a dificuldade sentida em recrutar e fixar trabalhadores.

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«Vivemos um tempo em que deixou de ser atractivo ser colaborador da administração local por várias razões», afirmou a presidente da ANMP, Luísa Salgueiro, que falava aos jornalistas no final da reunião do conselho directivo, que decorreu na sede da associação, em Coimbra.

Nessa reunião, foi discutido um documento da ANMP com contributos para a missão da reforma do Estado, que será entregue em primeira mão ao Governo, mas que Luísa Salgueiro deu nota que irá contemplar, entre outras questões, a necessidade de revisão de carreiras e condições remuneratórias da administração local.

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A presidente da ANMP recordou a questão das carreiras e o facto de terem desaparecido várias áreas especializadas como carpinteiros, electricistas ou mecânicos, que ficam todas «no grande chapéu dos assistentes operacionais», numa carreira sem condições «de progressão atractivas».

Além disso, a administração central «concorre com a administração local», assegurando melhores condições remuneratórias para um técnico superior que exerça as mesmas funções e responsabilidades, constatou.

«Nós estamos a assistir a uma sangria de quadros para a administração central», alertou.

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Para Luísa Salgueiro, começa «a ser difícil recrutar e fixar» colaboradores, mas também chefias e dirigentes, face a um mercado «muito dinâmico» e com um sector privado que consegue oferecer «melhores condições».

«Tudo isto merece uma reflexão», defendeu, considerando que parte das dificuldades das autarquias em assumir mais competências e responsabilidades já não passará apenas por condições financeiras, mas pela falta de pessoal «capaz e preparado e competente para realizar tarefas».

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Se Portugal tem um problema de falta de mão-de-obra, os municípios «têm um problema de fixação de recursos humanos», alertou, dando nota de que já há serviços municipais «em ruptura porque os colaboradores que existem não são suficientes ou não têm o perfil certo».

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