Exercendo a sua actividade para um sector no centro da mudança – o tecnológico –, a Olisipo tem bem presente a importância da inovação e da actualização constante. Assim, aposta no desenvolvimento dos colaboradores, mas também numa gestão humana e personalizada, através da escuta activa e da promoção de uma cultura de confiança.
Por Tânia Reis
O ano não podia estar a correr melhor para a Olisipo. A empresa portuguesa de recrutamento, acompanhamento de carreira e formação de talentos na área das Tecnologias de Informação (TI) celebrou 30 anos de actividade e foi reconhecida, pela segunda vez consecutiva, com o selo Great Place to Work (GPTW), posicionando- se, pela primeira vez, no top 5 das melhores empresas de TI para trabalhar em Portugal. «Vemos este reconhecimento como um reflexo da cultura e na experiência vivida no dia-a- -dia dos nossos colaboradores», diz Paula Peixoto, directora de People and Culture da Olisipo.
Em retrospectiva, reconhece que foram profundas e estruturais as transformações no sector nas últimas três décadas. No recrutamento, destaca «a transição de processos tradicionais e presenciais para modelos digitais, globais e orientados para a especialização, impulsionados por plataformas tecnológicas, inteligência artificial (IA) e ferramentas de automação». Já o outsourcing tornou-se uma «estratégia cada vez mais valorizada pelas empresas, sobretudo pelo seu contributo para a simplificação da gestão da organização, redução de custos operacionais e acesso a talento especializado de forma rápida e flexível». Por fim, a formação evoluiu de um papel complementar para «uma função central na estratégia das organizações ». A necessidade de actualização constante, especialmente nas áreas tecnológicas, «levou à valorização do upskilling e reskilling, bem como à adopção de formatos mais dinâmicos, digitais e personalizados».
Actualmente, a estratégia de gestão dos cerca de 800 colaboradores – distribuídos por todo o território nacional, incluindo arquipélago da Madeira – é centrada numa «abordagem personalizada, assente em cinco pilares: proximidade real com acompanhamento individual desde o primeiro dia; acesso contínuo a formação técnica e comportamental; valorização do bem-estar físico e emocional; uma gestão participativa e orientada para o desenvolvimento dos colaboradores; e transparência em todos os processos de feedback ». Pilares esses que sustentam a cultura de confiança e proximidade que querem preservar.
Paula Peixoto faz notar que essa proximidade é concretizada com uma estrutura única onde as equipas acompanham e gerem a comunidade de consultores, «o que permite um contacto regular, escuta activa e apoio adaptado às necessidades de cada um».
A seu ver, são três os grandes desafios na área de Recursos Humanos. Primeiro, a escassez de talento especializado, «particularmente em áreas tecnológicas emergentes como cloud, inteligência artificial ou cibersegurança, e pela necessidade de reter esse talento, num mercado cada vez mais competitivo». Em segundo lugar, a adaptação a novos modelos de trabalho, «com realidades híbridas ou remotas, bem como a dificuldade de manter a cultura e o engagement, num contexto geograficamente disperso – num cenário onde fenómenos como o burnout, associado à sobrecarga, e o boreout, ligado à falta de estímulo ou propósito, estão cada vez mais presentes nas empresas». E, por último, a «requalificação contínua das equipas, com um ritmo compatível com a evolução tecnológica » – uma das prioridades na Olisipo.
Uma abordagem personalizada e humana
Com um modelo de trabalho maioritariamente híbrido, ajustável às necessidades específicas dos projectos e clientes, a directora de Pessoas realça o «equilíbrio saudável entre a flexibilidade e a importância do contacto presencial para a construção de cultura, trabalho colaborativo e sentimento de pertença».
A política de bem-estar, promovida «de forma estruturada e próxima», inclui ainda seguro de saúde e acesso confidencial e gratuito a apoio psicológico através da Team 24. Além da rede de parcerias com descontos em serviços variados, é disponibilizada a solução PayFlow, que permite o acesso antecipado a parte do vencimento de forma flexível e segura – «uma medida que reforça o compromisso em criar um espaço de confiança onde os colaboradores se sintam à vontade para partilhar preocupações pessoais e profissionais com a sua liderança».
Aliás, Paula Peixoto defende que o factor diferenciador estará certamente na «escuta activa permanente» e realça que muitas iniciativas, como as sessões de literacia financeira, nasceram de sugestões dos próprios colaboradores. «Estamos sempre atentos a situações pessoais ou familiares que exijam apoio adicional ou flexibilidade, através de uma abordagem sensível e humana.»
No âmbito do desenvolvimento profissional, na Olisipo a formação é vista como um direito fundamental dos colaboradores. Os planos de progressão são co-criados entre o consultor e o gestor dedicado, levando em consideração os objectivos e as motivações individuais, de modo a garantir que este crescimento é personalizado ao perfil e vontade de cada colaborador. «Apostamos não só no desenvolvimento técnico, mas também no reforço de competências comportamentais que potenciam a autonomia e a colaboração – como comunicação, liderança e gestão emocional – por acreditarmos que o crescimento deve ser integral e sustentável.»
Leia o artigo na íntegra na edição de Julho (nº. 175) da Human Resources, nas bancas.
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